15:50 12 Dezembro 2017
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    Robô-garçom carrega comida para clientes no restaurante em Kunshan, China, agosto de 2014

    Robô foi demitido na China por não saber trabalhar

    © AFP 2017/ JOHANNES EISELE
    Ciência e tecnologia
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    Os restaurantes chineses decidiram desistir de ideia de utilizar robôs como garçons quando alguns deles foram obrigados a fechar.

    Segundo o jornal chinês Gogren Ribao, dois restaurantes que contrataram robôs como garçons fecharam e o terceiro continuou, mas foi obrigado a demitir todos os robôs exceto um.

    Os seus “colegas” humanos dizem que a razão principal é que os robôs não conseguiam levar comida para o cliente sem incidentes e se avariavam frequentemente. Além disso, o número de tarefas que conseguem fazer é muito limitado, por exemplo, não sabem deitar água quente no chá dos clientes.

    A compra de um robô custa cerca de 50 mil yuans (cerca de 7, 7 mil dólares), mais algumas centenas de yuans para pagar pela eletricidade e a manutenção, destacou o Gogren Ribao. Isso é uma poupança significativa em relação ao salário de um trabalhador, tendo em conta que o robô trabalha muitos anos e não precisa de férias. Entretanto, os robôs não são tão eficientes como todos desejavam.

    Robô-garçom num dos restaurantes de Guangzhou, China
    © Foto: sina.com
    Robô-garçom num dos restaurantes de Guangzhou, China

    A única característica positiva dos robôs, na opinião de um dos donos de restaurantes, é que atraem clientes.

    “Os robôs podem atrair muitos clientes mas, com certeza, não podem substituir a necessidade de mãos humanas”, disse.

    O vice-diretor da Universidade de Tecnologia de Guangdong, Zhang Yun, disse que robôs podem melhorar a produtividade na área industrial porque ali completam tarefas repetitivas e em número limitado, mas ainda não conseguem trabalhar bem onde as capacidades humanas são necessárias.

    Tags:
    restaurante, tecnologia, demissão, funcionários, robô, China
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