15:03 23 Setembro 2017
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    Larvas do mosquito Aedes aegypti
    © AP Photo/ Ricardo Moraes

    Vital Brazil pesquisa fitoterápico para combater doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti

    Ciência e tecnologia
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    Em meio à busca por novas formas de tratar as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti, principalmente o zika vírus, o Instituto Vital Brazil deu início a pesquisas para produzir um medicamento fitoterápico.

    Em entrevista exclusiva à Sputnik, o novo presidente do Instituto Vital Brazil, o infectologista Edimilson Migowski, informa que o remédio feito com plantas está em fase inicial de pesquisa e conta com a parceria de pesquisadores das Universidades Federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e Fluminense (UFF).

    “É um produto natural que mostra em estudos in vitro, em laboratório, uma ação muito importante na inibição da replicação de alguns vírus que são transmitidos pelo Aedes Aegypti”, diz o Dr. Migowski. “É fundamental que se tenha essa parceria da academia com o setor produtivo, que também é um setor que pesquisa, para que nós possamos acelerar o processo de investigação e conseguir uma saída para esse problema grave de saúde pública.”

    Segundo o médico, os resultados preliminares apontam para uma inibição de 100% o dengue tipo2, do mayaro vírus, que é uma espécie de primo-irmão do chikungunya e também do vírus da febre amarela. A pesquisa agora avalia a resposta do medicamento às virologias da dengue, zika e chikungunya.

    “Estão em andamento algumas pesquisas envolvendo o zika vírus, o chikungunya e o dengue tipo 1, 3 e 4, e com isso nós temos esperança de poder lançar no mercado em um ano, um ano e meio, um produto natural que seja capaz de inibir a replicação desses vírus que são transmitidos pelo mosquito Aedes.”

    Edimilson Migowski explica que o medicamento, que ainda está na fase pré-clínica, quando estiver pronto vai ser ministrado via oral, e revela que atualmente a planta-teste, ainda em sigilo pelo Instituto Vital Brazil, é muito usada na culinária brasileira.

    “O fitomedicamento já vem sendo utilizado para fins de culinária. Não posso adiantar qual é o produto, mas realmente foram surpreendentes os resultados que nós observamos na fase pré-clínica, feita em cobaias. O próximo passo é fazer as análises em pessoas, em voluntários saudáveis, para ver se o produto é seguro, porque não é um produto que as pessoas nunca utilizaram. É um produto que já entra na culinária, e as pessoas não sentem nada quando fazem a ingestão dele. O perfil de segurança parece ser muito grande.”

    O presidente do Instituto Vital Brazil informa que também será feita  uma análise do produto em cobaias prenhas para ver a eficácia do medicamento na formação de filhotes, e futuramente poder indicar para gestantes, contra o zika vírus, que pode causar a malformação do cérebro do bebê.

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    Tags:
    zika, Chikungunya, dengue, Insituto Vital Brazil, UFF, UFRJ, Edimilson Migowski
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