14:56 13 Dezembro 2017
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    Células de câncer no fígado

    Promissora vacina que destrói tumores cancerosos começa a ser testada em humanos

    © East News/ Science Photo Library
    Ciência e tecnologia
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    Uma vacina recentemente desenvolvida que promete destruir tumores cancerosos nos casos em que todos os outros tratamentos falharam está atualmente sendo testada no Reino Unido.

    De acordo com o site IFLScience, os dois primeiros participantes já foram injetados com a medicação no Guy’s Hospital, em Londres, e espera-se que um total de cerca de 30 pacientes tomem parte no estudo durante os próximos dois anos.

    ​Semelhante à forma como as vacinas nos protegem de certos tipos de infecções, o tratamento tenta recrutar o próprio sistema imunitário do corpo humano para atacar e destruir entidades específicas – no caso, as células cancerosas. Normalmente, os diversos componentes do sistema imunitário – que incluem as células brancas do sangue, tais como as células T – protegem-nos contra o câncer matando as células tumorais, embora alguns tumores sejam capazes de contornar estas defesas naturais.

    Quando isto ocorre e o câncer se desenvolve para um estágio avançado, o sistema imune muitas vezes é suprimido. Vários fatores contribuem para este efeito, da capacidade das células tumorais de danificar as células imunitárias à diminuição da produção de glóbulos brancos que acontece quando o câncer se espalha para a medula óssea.

    As vacinas funcionam tipicamente por meio da injeção em um paciente de pequenas quantidades de antígenos (qualquer substância reconhecida como estranha pelo organismo e que desencadeia uma resposta imune), que estimulam o corpo a produzir anticorpos que, por sua vez, se especializam em aderir àquelas determinadas entidades para destruí-las. A capacidade de gerar estes anticorpos é mantida então por um período de tempo, o que significa que o sistema imunitário pode evitar a ocorrência de casos futuros das mesmas doenças.

    Da mesma forma, a nova vacina que está sendo testada no Reino Unido é constituída por pequenos fragmentos de uma enzima encontrada nas células cancerosas que regula o comprimento dos telômeros (estruturas de DNA e proteínas que formam as extremidades dos cromossomos e cuja principal função é manter a estabilidade do cromossoma), permitindo que as células se dividam de forma contínua. Os cientistas estão esperançosos de que o experimento estimule o sistema imunológico dos pacientes a produzir anticorpos capazes de atacar esta enzima, facilitando assim a destruição das células cancerosas.

    Para acelerar o processo, a vacina está sendo combinada com baixas doses de quimioterapia, a fim de matar algumas das células tumorais e de desinibir o sistema imunitário. Os pesquisadores, que estão testando a segurança e a eficácia da vacina em pacientes diagnosticados com câncer terminal, acreditam que ela poderia revelar-se eficaz contra todos os tipos de tumores sólidos.

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    Tags:
    cura, medicação, ciência, testes em humanos, testes, estágio terminal, pacientes, descoberta, anticorpos, tumores, câncer, vacina, Guy's Hospital, Londres, Reino Unido
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