03:18 08 Dezembro 2019
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    Médicos do Instituto Gamaleya preparam vacina contra o ebola

    Remédio russo atrai atenção dos médicos nos EUA e na França

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    Remédio russo contra ebola (15)
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    As autoridades sanitárias dos EUA e da França mostram interesse em cooperar com a Rússia na implementação do uso da vacina russa contra o ebola, disse, nesta quarta-feira, Ana Popova, chefe do Serviço Federal de defesa dos Direitos dos Consumidores e Bem-Estar Humano da Rússia (Rospotrebnadzor).

    Segundo Popova, os EUA manifestaram o seu interesse durante a visita do embaixador do país, John Tefft, à sede do Rospotrebnadzor, em Moscou.

    Já da parte da França, a chefe do organismo sanitário alegou o Instituto Pasteur.

    A vacina russa já passou os testes clínicos. Em breve, começarão os testes "de campo", na Guiné Conacri.

    Na segunda-feira da semana passada (11), o presidente da Rússia, Vladimir Putin, teve um encontro com os responsáveis do governo pela promoção do remédio. O mandatário disse que a eficiência da vacina russa supera a do resto dos remédios usados para combater a doença hoje em dia.

    O remédio contra o ebola foi elaborado pela equipe do Instituto Gamaleya de Pesquisa Científica de Epidemiologia e Microbiologia, situado em Moscou. O Instituto tem se ocupado do problema da doença africana há vários anos, seus especialistas participavam de missões médicas internacionais na Serra Leoa e em outros países atingidos pelo surto em 2013 e 2014.

    Epidemia

    Em 2013, eclodiu um surto do ebola, doença febril provocada pelo vírus ebola, originário da África Ocidental. Os três países que mais sofreram da epidemia são a Serra Leoa, a Libéria e a Guiné Conacri; houve casos registrados na Europa e nos EUA. Médicos na Rússia e no Brasil sospeitaram várias vezes infecção de ebola em pacientes que tinham recentemente estado na África Central e Ocidental, mas a presença deste vírus não se confirmou.

    A epidemia de 2014 matou mais de 11 mil pessoas, o total de casos de infecção confirmados monta aos 28 mil. Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde declarou o fim da epidemia. Mas no dia seguinte, em 15 de janeiro, confirmou-se que um caso que passara quase desapercebido pelas autoridades sanitárias, a morte de uma menina de 22 anos na Serra Leoa, no dia 12 do primeiro mês do ano em curso, foi ebola. A menina mantinha contato com até 27 pessoas, que eram, portanto, expostas à infecção.

    Vacinas

    Além da Rússia, os EUA também estão preparando sua vacina. Em 2014, a vários médicos da missão estadunidense na região africana afetada pela epidemia foi administrado um composto experimental ao apresentarem sinais de infecção. Uns dos infectados conseguiram sobreviver.

    Médicos da região russa de Kaliningrado treinam ações em caso de detecção de pacientes com ebola
    © Sputnik / Igor Zarembo
    Médicos da região russa de Kaliningrado treinam ações em caso de detecção de pacientes com ebola

    O site francês Boursier.com informa que a empresa norte-americana Merck & Co assinou um acordo com a ONG Aliança Gavi para desenvolver e armazenar a sua própria vacina contra o ebola, que pode ser regulamentada até 2017. Esta vacina foi testada em mais de 4 mil pessoas na Guiné em 2014.

    Outras vacinas também estão sendo elaboradas.

    Fronteiras

    No entanto, a África do Sul tem uma tendência otimista após o relatório da OMC sobre o fim da epidemia. Na segunda-feira (19), o presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, anunciou que em março do ano em curso o seu país irá abrir de novo a fronteira com a Libéria, fechada desde meados de 2014. para impedir o fluxo da epidemia.

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    Tags:
    Organização Mundial de Saúde, OMS, Costa do Marfim, Guiné, Serra Leoa, Libéria, EUA, França, Rússia
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