22:15 13 Outubro 2019
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    A Bolívia e a agência federal russa Rosatom assinaram neste mês um importante acordo para desenvolver energia nuclear para fins pacíficos

    Bolívia criará centro nuclear com tecnologia russa

    © Sputnik / Vitaliy Belousov
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    A Bolívia irá instalar nos próximos quatro anos uma usina de pesquisa nuclear, com tecnologia russa e suporte argentino e francês, para desenvolver a energia atômica com fins pacíficos, anunciou nesta quinta-feira o presidente do país, Evo Morales.

    Esse grande complexo, com custo estimado de 300 milhões de dólares, contará com uma instalação de cíclotron-radiofarmácia, um centro multiuso de radiação gama e um reator de investigação, sem apresentar "qualquer risco para os habitantes ou para a natureza" da região, conforme garantiu o líder boliviano. 

    Devido a críticas da oposição, o projeto, previsto inicialmente para ficar nos subúrbios de La Paz, teve de ser realocado para um terreno situado na cidade de El Alto, a alguns quilômetros da capital boliviana. 

    A Bolívia e a agência federal russa Rosatom assinaram neste mês um importante acordo para desenvolver energia nuclear para fins pacíficos. Segundo o governo de Morales, esse centro permitirá ao país diversificar sua produção energética, impulsionar sua indústria tecnológica e ainda promover a segurança alimentar e os recursos de saúde. 

    Além da Rússia, a Bolívia também assinou acordos para o projeto com Argentina e França, por meio da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que dará o seu apoio para a implementação das normas de segurança exigidas internacionalmente. 

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    Tags:
    radiação, radiofarmácia, cíclotron, usina nuclear, energia nuclear, energia, energia atômica, Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rosatom, Evo Morales, Argentina, França, La Paz, El Alto, Rússia, Bolívia
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