21:52 06 Julho 2020
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    A nanotecnologia russa de produção de safiras sintéticas chega ao mercado mundial graças aos investimentos de um dos maiores bancos na Rússia.

    A safira é o material da eletrônica do futuro, a tecnologia para qual foi desenvolvida ainda na União Soviética, no Instituto Estatal de Ótica na cidade de Leningrado (atual São Petersburgo). A empresa russa Monokristall adaptou a tecnologia para a produção em massa e atualmente tem a única usina na Europa, capaz de produzir e tratar das safiras sintéticas que podem atingir o peso de 300 kg. 

    O portal What They Say About USA informa, citando fontes na mídia russa, que atualmente a Monokristall está ampliando a produção com o apoio do banco russo VTB, que concedeu o empréstimo de 900 milhões para a empresa.

    Segundo comentou o vice-presidente da gerência do banco Mikhail Oseevsky,

    “Monokristall é o líder mundial. Nós gostamos de projetos de alta tecnologia como este, que estão em auge do progresso. É a garantia da eficácia. A empresa se desenvolve e nós fazemos o mesmo ao mesmo tempo”.

    Mais de 98% da produção da Monokristall é exportada para 25 países. Embora a parte da política da empresa seja de sigilo muito bem guardado de parceiros, Lyudmila Zubova, a chefe de marketing da empresa, divulgou os dados de estatística: 4 em cada 10 empresas grandes compram discos de safira da Monokristall e 8 em cada 10 que produzem discos comprem cilindros de safira da empresa russa.

    “A Monokristall já leva muitos anos fornecendo safiras à Apple para a fabricação de lentes para câmeras de iPhones”, disse um dos acionistas da empresa.

    Os fundos recém-recebidos permitirão à empresa continuar com o seu desenvolvimento, inclusive comprar novos equipamentos, inclusive aqueles que são precisos para produção de discos de safira de duas polegadas, necessárias para produção de relógio inteligente da empresa norte-americana Apple. 

     Cabe mencionar que a safira é o segundo material mais sólido depois de diamante e a precisão no tratamento dela é verificada até angstrons, o que é uma décima milionésima de milímetro.

    Tags:
    nanotecnologia, desenvolvimento, Rússia
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