07:12 26 Maio 2018
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    Simulação da aproximação de um asteroide.

    Cientistas anunciam problema principal na luta contra asteroides

    © AP Photo / NASA / JPL-CalTech
    Ciência e tecnologia
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    A ameaça de asteroides e cometas pode ser reduzida significativamente se for resolvido o problema principal - a deteção antecipada de corpos celestes perigosos com tamanho superior a 50 metros de diâmetro, bem como a avaliação do risco do seu impacto.

    "A experiência dos eventos de Chelyabinsk (a cidade russa que foi atingida pelo meteorito em 15 de fevereiro de 2013) mostrou que é preciso detetar também os corpos celestes com tamanho mais de 10 metros no espaço próximo da Terra a fim de evitar uma possível colisão, pelo menos, 3-5 horas antes de isso acontecer" diz-se no documento do Congresso sobre a estratégia global e nacional de gestão de riscos e desastres naturais realizado em Moscou.

    Anteriormente, foi relatado que, após a queda do meteorito em 15 de fevereiro de 2013 em Chelyabinsk, a área da onda de choque foi de 6,5 mil quilômetros quadrados, o que, por exemplo, é 2,5 vezes mais do que a área total de Moscou. A onda de choque depois da explosão quebrou as janelas de mais de 7 mil edifícios, mais de 1,6 mil pessoas foram feridas com os estilhaços de vidro. As perdas econômicas ultrapassaram 1,2 bilhões de rublos.

    Apenas 1% dos corpos celestes perigosos com tamanho superior a 50 metros é conhecido pelos especialistas, concluíram os participantes do Congresso sobre a estratégia global e nacional de gestão de riscos e desastres naturais realizado em Moscou.  Os cientistas ainda não sabem como lidar com o problema dos corpos celestes perigosos.

    De acordo com os cientistas, o problema principal é que as características do corpo ameaçador são pouco conhecidas e isso impede a avaliação com confiança das consequências da utilização de armas para destruir ou alterar a órbita de um corpo celeste. 

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    Tags:
    asteroide, meteorito, ciência, cientistas, Espaço, Chelyabinsk, Terra, Rússia
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