22:34 23 Setembro 2017
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    Terra com a Lua ao fundo, em foto registrada pelo astronauta Scott Kelly a bordo da EEI.

    Jovens da América Latina se reúnem no Brasil em Olimpíada de Astronomia e Astronáutica

    Reprodução Twitter / NASA / Scott Kelly
    Ciência e tecnologia
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    Estudantes da América Latina estarão reunidos no Brasil até o dia 4 de outubro para disputar a 7.ª edição da Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica.

    Esta é a terceira vez que o Brasil sedia a competição, disputada no Planetário da Gávea, na Zona Sul do Rio de Janeiro, e também nas cidades de Barra do Piraí e Vitória, no Norte Fluminense. Além dos brasileiros, o evento reúne representantes de Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Bolívia, Colômbia e México.

    Com idades entre 15 e 18 anos, cerca de 40 estudantes selecionados em competições nos países de origem vão testar seus conhecimentos em provas individuais e em grupos formados por jovens de diferentes nacionalidades. Eles vão responder a questões que vão desde a observação do céu até a montagem de foguetes.

    Para o coordenador da Olimpíada Latino-Americana, Eugênio Reis Neto, o encontro tem como objetivo aguçar o interesse dos jovens pelas ciências, além de promover a troca de experiências internacionais no ramo educacional:

    “O grande objetivo é despertar os estudantes para a ciência, fazer com que se interessem por Astronomia, Física.”

    Já o presidente da Olimpíada, João Canalle, destaca a importância de uma competição como essa, para mostrar o quanto o Brasil é desenvolvido na área da Astronomia:

    “É importante que esses alunos saibam que o Brasil tem uma Astronomia bastante desenvolvida, e tem ofertas de bolsas de estudo para que eles venham aqui fazer seus doutorados, retornem aos seus países e colaborem com a divulgação da Astronomia em seus países.”

    Os participantes da equipe brasileira foram selecionados por meio de uma prova nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia, realizada no primeiro semestre de 2015. O grupo é liderado pelo astrônomo Júlio César Klafke, da Universidade Paulista (Unip). O professor acredita que a equipe brasileira está bem preparada, e destaca que além do conhecimento teórico e da habilidade prática é importante também a relação interpessoal, já que nas provas em grupo as nacionalidades vão se misturar, promovendo uma cooperação internacional e retirando o foco da competição nacional.

    Na última edição da Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica, realizada no Uruguai, os estudantes brasileiros conquistaram três medalhas de ouro e duas de prata.

    Logotipo da 7ª cúpula dos BRICS, em Ufa, na Rússia
    © Sputnik/ Host Photo Agency / Alexei Kudenko
    O diretor de Popularização e Difusão de Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia da Informação, Douglas Falcão, destaca que o aumento do interesse dos alunos tem ajudado a melhorar o ensino de ciências no país.

    “O que nós temos visto é uma motivação muito grande por parte dos alunos, dos professores”, diz Falcão. “Na verdade, o nosso principal ganho é a melhoria da qualidade do ensino de ciências no Brasil.”

    O Brasil tem experiência de 18 anos de Olimpíada nacional. A Olimpíada Brasileira de Astronomia é realizada sempre no mês de maio e inclui alunos do ensino fundamental e médio. No ano passado, 837 mil estudantes de todo o país participaram da competição.

    Tags:
    astronáutica, astronomia, Ciência e Tecnologia, ciência, Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica, América Latina, Brasil
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