13:22 20 Setembro 2017
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    Junto com Estados Unidos, Canadá, Alemanha e China, Brasil é um dos cinco países que dominam a tecnologia dos ônibus movidos a hidrogênio

    Brasil sai na frente na produção de veículo a hidrogênio na América Latina

    Daniel Guimarães / Governo do Estado de São Paulo / Divulgação
    Ciência e tecnologia
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    Começam a circular em julho, em São Paulo, os primeiros três ônibus movidos a hidrogênio do país. Os veículos operam em fase de testes pelo estado neste mês. O ônibus a hidrogênio brasileiro – o primeiro da América Latina – coloca o país entre os cinco do mundo que dominam a tecnologia, junto com Estados Unidos, Canadá, Alemanha e China.

    A primeira frota a adotar combustível limpo vai usar tecnologia de propulsão que não emite hidrocarbonetos e materiais poluentes para a atmosfera, apenas um vapor de água que é eliminado pelo escapamento dos ônibus.

    O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, explicou que os ônibus vão  circular no trecho Diadema–Morumbi no Corredor São Mateus–Jabaquara, num trajeto de 44 quilômetros, com linhas  de alta demanda, que atendem cerca de 270 mil passageiros por dia. Alckmin destacou a questão do combate à poluição ao usar um veículo movido a hidrogênio. “O corredor ABD, que é esse que sai lá de São Mateus, na Zona Leste de São Paulo, e vai até Jabaquara, em 44km, passa a operar em fase experimental no mês de junho e em fase operacional no mês de julho, com três ônibus a hidrogênio, totalmente silenciosos e com emissão zero. Então, isso vai ajudar muito a diminuir a poluição.”

    Os ônibus movidos a hidrogênio contam com um dispositivo de regeneração dos sistemas de frenagem, que é o aproveitamento do calor, já empregado nos carros de Fórmula 1. Dessa forma, a energia que é armazenada nas baterias é usada quando há necessidade de maior potência no deslocamento do veículo, como, por exemplo, em caso de subidas.

    O projeto teve início em dezembro de 2010, e os veículos foram desenvolvidos com tecnologia brasileira, através da parceria com a coordenação nacional do PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, a direção do Ministério das Minas e Energia e recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente, além da Agência Brasileira de Inovação (FINEP).

    Segundo o Ministério das Minas e Energia, os ônibus vão ajudar a impulsionar o desenvolvimento da nova economia no país. Para o desenvolvimento de todo o projeto foram destinados US$ 16 milhões. Para o PNUD, os veículos representam o futuro da mobilidade sustentável no Brasil.

    Também foi inaugurada uma estação de produção de hidrogênio para abastecimento dos veículos, instalada na Unidade São Bernardo do Campo da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo. A operação da estação ficará a cargo da Petrobras Distribuidora.

    Os três ônibus movidos a hidrogênio foram batizados com nome de aves brasileiras, para homenagear a conquista da engenharia nacional e associar os ônibus à tecnologia ambiental. Os veículos trazem desenhos da ararajuba, ave da Amazônia, representando as Regiões Norte e Nordeste; do tuiuiú, símbolo do Pantanal; e do sabiá-laranjeira, considerada por decreto presidencial um dos quatro símbolos nacionais.

    No Rio de Janeiro um protótipo movido a hidrogênio e energia elétrica foi desenvolvido pela Coppe/UFRJ (centro de pós-graduação e pesquisa em Engenharia da América Latina) e apresentado na Rio+20 – Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, em 2012. Na ocasião, a ideia era que o transporte fosse utilizado nas principais capitais brasileiras durante a Copa de 2014, porém o projeto não foi adiante.

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    Tags:
    Rio+20, FINEP, ONU, Coppe/UFRJ, Geraldo Alckmin, Canadá, Alemanha, China, EUA, América Latina, Jabaquara, São Mateus, Morumbi, Diadema, São Paulo, Brasil
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