10:32 14 Agosto 2018
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    Quando você é espontâneo e engole as palavras para agradar aos outros

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    Em meio a críticas duras por parte do establishment americano, Donald Trump acabou dizendo que confia nas conclusões da inteligência estadunidense sobre a "interferência russa" nas eleições de 2016, refutando, assim, seu posicionamento expresso durante a cúpula em Helsinque com Vladimir Putin.

    Quando você é espontâneo e engole as palavras para agradar aos outros

    Durante a coletiva de imprensa com Putin em 16 de julho, o presidente americano afirmou que "ambas as partes" são culpadas pelo escândalo sobre a suposta intervenção russa nas eleições presidenciais estadunidenses de 2016, causando muitas críticas nos EUA.

    Porém, depois de menos de dois dias da cúpula, Trump decidiu voltar atrás do que disse, afirmando que simplesmente se confundiu ao declarar que não vê razões para acreditar que a Rússia tenha interferido nas eleições de 2016.

    "A frase deveria ter sido 'Não vejo nenhuma razão […] por que não seria a Rússia' em vez de 'por que seria'", detalhou Trump.

    As hesitações de Trump não acabaram por aí. Momentos após dizer aos jornalistas que ele concorda com as conclusões da inteligência americana, o mandatário voltou a duvidar quem seria o responsável pela alegada interferência.

    "Permitam-me ser totalmente claro sobre isso […] aceito a conclusão da nossa comunidade de inteligência que a interferência da Rússia nas eleições de 2016 aconteceu", declarou Trump e, logo depois, acrescentou "Pode ter havido outras pessoas também, há muitas pessoas por aí."

    Para tomar decisão tão complicada, Trump deveria ter pedido conselho ao gato Akhil, considerado o principal vidente da Copa do Mundo 2018.

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    Tags:
    inteligência, eleições, interferência russa, Vladimir Putin, Donald Trump, Helsinque, Rússia, EUA
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