19:52 23 Outubro 2021
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    Cerca de 35 atuais e ex-líderes mundiais, bem como mais de 330 políticos e funcionários públicos em todo o mundo são mencionados na investigação Pandora Papers.

    O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) levou nesta segunda-feira (4) à Comissão de Ética Pública as revelações de paraísos fiscais envolvendo o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

    Valente pede que Guedes e Campos Neto sejam afastados dos cargos, "tendo em vista a clara situação de conflito de interesses entre o exercício dos referidos cargos e a manutenção de empresas com fortunas em paraísos fiscais", lê-se na denúncia apresentada, citada pelo jornal Folha de S. Paulo.

    O parlamentar do PSOL-SP solicita ainda apuração do caso e que as informações sejam enviadas ao Ministério Público Federal "para fins de instauração de ação de improbidade administrativa, tendo em vista situação configurada no presente caso".

    Segundo o portal Poder360, a oposição ao governo Bolsonaro também pondera pedir a abertura de uma CPI para investigar a conduta dos membros do governo.

    O líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que o bloco convocará Guedes e Campos Neto para depor no Senado, além de apresentar uma notícia-crime junto ao Supremo Tribunal Federal.

    Caso Pandora Papers

    No domingo (3), o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês) divulgou documentos dentro da Pandora Papers, investigação sobre paraísos fiscais promovida pelo consórcio.

    Cerca de 35 atuais e ex-líderes mundiais, bem como mais de 330 políticos e funcionários públicos em todo o mundo são mencionados no relatório. Veículos brasileiros revelaram que Guedes e Campos Neto mantêm empresas em paraísos fiscais, situação em que pode haver conflitos de interesses, segundo especialistas.

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    Tags:
    paraíso fiscal, oposição, comissão de ética, Comissão de Ética Pública da Presidência da República, PSOL, Paulo Guedes, governo bolsonaro, Randolfe Rodrigues, Rede, ICIJ, Supremo Tribunal Federal, Supremo Tribunal Federal (STF)
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