14:24 18 Setembro 2021
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    Senador diz que líder do governo na Câmara é "onipresente" e que talvez o presidente se arrependa de o manter no cargo, podendo posteriormente escrever um pedido de desculpas. Ainda segundo Aziz, CPI poderá ser prorrogada.

    Durante sessão hoje (14) da CPI da Covid, o presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), fez declarações irônicas sobre o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), de acordo com o UOL.

    "Eu vou pedir para vocês não falarem no deputado Ricardo Barros. Ele é onipresente, é uma pessoa que está presente em todos os cantos do governo, intocável perante o presidente Bolsonaro, intocável perante os apoiadores [...]. Mesmo que a gente mostre aqui, desnude o líder na Câmara do presidente Bolsonaro, isso não vai mudar nada não, vai continuar lá", disse Aziz

    Seguindo com as afirmações, o senador disse esperar que o presidente, Jair Bolsonaro, não convoque o ex-presidente, Michel Temer, para escrever uma carta no futuro pedindo desculpas por ter mantido Barros no governo.

    Aziz fez referência à nota "Declaração à Nação", escrita por Temer na semana passada, na qual Bolsonaro tenta se reconciliar com o Judiciário brasileiro, conforme noticiado.

    "Só espero que o presidente Bolsonaro não chame o Temer para fazer uma nota para pedir desculpas por causa do Ricardo Barros. Vai acabar fazendo."

    O vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede), completou o comentário de Aziz em seguida: "Acho que está rolando uma cartinha de desculpas daqui a pouco".

    Deputado Ricardo Barros durante conferência de imprensa após depoimento na CPI da Covid, 12 de agosto de 2021
    © Foto / Agência Senado / Jefferson Rudy
    Deputado Ricardo Barros durante conferência de imprensa após depoimento na CPI da Covid, 12 de agosto de 2021

    Possível prorrogação da CPI

    Também hoje (14), Aziz afirmou que a Comissão de Inquérito Parlamentar, programada para acabar no dia 29 de setembro, pode ser prorrogada, segundo a mídia.

    O senador disse que "há fortes indícios" de participação de outras pessoas, principalmente em relação à compra da vacina indiana Covaxin, o que pode levar ao adiamento do fim da comissão.

    "Há, sim, fortes indícios de participação de outras pessoas, principalmente em relação à compra da Covaxin, que nós estamos investigando. Caso seja verdade a informação que foi repassada para a CPI, eu acho que não terminaremos dia 29 porque vamos ter que ouvir outras pessoas", disse o senador.

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    Tags:
    CPI da Covid, Senado, Bolsonaro, Ricardo Barros
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