09:53 19 Outubro 2021
Ouvir Rádio
    Brasil
    URL curta
    3220
    Nos siga no

    Ministro da Economia afirmou que o Bolsonaro tem tentado "o máximo que pode" se manter "dentro das quatro linhas". Na quinta-feira (9), Bolsonaro divulgou nota afirmando que nunca teve "intenção de agredir quaisquer dos poderes".

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou a investidores internacionais nesta sexta-feira (10) que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pode ter passado dos limites em palavras, mas não em ações, e destacou a solidez da democracia brasileira.

    "Atores, especificamente o presidente, podem ter ultrapassado os limites em palavras, mas não em ações. Mas a coisa é: e os atos? O presidente nunca mandou prender ninguém, nunca transgrediu nada no campo fiscal. O presidente está tentando muito, o máximo que ele pode, para ficar dentro das quatro linhas", afirmou Guedes durante evento virtual do banco Credit Suisse, citado pelo jornal O Globo.

    O ministro da Economia tentou explicar a situação do país e ressaltou o potencial brasileiro para crescer, mas é preciso apaziguar os ânimos.

    O presidente Jair Bolsonaro participa da cúpula do Mercosul ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes
    O presidente Jair Bolsonaro participa da cúpula do Mercosul ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes

    "Minha confiança na democracia brasileira é que toda hora que um ator passa de seu território, outro ator aparece e coloca os transgressores de volta em suas quatro linhas […]. Nós somos seres humanos, cometemos erros. Algumas vezes ultrapassamos nossos territórios. Mas o importante é que estamos evoluindo as instituições. Elas melhoram a todo momento. Toda vez que alguém transpassa, outra instituição aparece e a demarcação de territórios corrige os dois lados", afirmou.

    Bolsonaro 'morde e assopra'

    A crise institucional entre os Poderes atingiu seu ápice durante os atos do 7 de setembro. O presidente Jair Bolsonaro fez discursos com fortes críticas ao Judiciário, sobretudo ao Supremo Tribunal Federal (STF). O principal alvo das críticas foi o ministro Alexandre de Moraes, relator de inquéritos contra o presidente e seus aliados. Bolsonaro afirmou que descumpriria decisões de Moraes, a quem chamou de canalha.

    Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) faz discurso durante manifestação em seu apoio em São Paulo, em 7 de setembro de 2021
    © AFP 2021 / PAULO LOPES
    Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) faz discurso durante manifestação em seu apoio em São Paulo, em 7 de setembro de 2021
    Na quinta-feira (9), Bolsonaro divulgou um texto intitulado "Declaração à Nação" no qual afirma que nunca teve "intenção de agredir quaisquer dos poderes". Na nota, o presidente afirma que a crise institucional ocorre por "discordâncias" em relação a decisões de Alexandre de Moraes, e acrescenta que essas questões "devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previstos no Art 5º da Constituição Federal".

    "Sempre estive disposto a manter diálogo permanente com os demais poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles", finalizou.

    Mais:

    Apoiadores de Bolsonaro consideram STF maior inimigo que a esquerda, revela pesquisa
    Bolsonaristas tentam invadir prédio do Ministério da Saúde (FOTOS, VÍDEOS)
    Bolsonaro viu no 7 de setembro o 'tudo ou nada' para salvar seu mandato e cabeça, avalia professor
    'Lula se afirma na negativa de Bolsonaro, é o fascismo ou eu', diz Ciro Gomes
    Tags:
    Paulo Guedes, Ministério da Economia do Brasil, Jair Bolsonaro, governo bolsonaro, crise, crise econômica, STF, Supremo Tribunal Federal (STF), democracia, ato, manifestação, manifestações, manifestações
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar