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    O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados decidiu pela cassação de Flordelis há dois meses, por 16 votos contra um. A deputada entrou com recurso na CCJ, mas perdeu por unanimidade.

    A Câmara dos Deputados votou nesta quarta-feira (11) pela cassação do mandato da deputada federal Flordelis (PSD-RJ), acusada de ser a mandante do assassinato do próprio marido, o pastor Anderson do Carmo, em junho de 2019, em Niterói, Rio de Janeiro.

    A aprovação do projeto de resolução apresentado pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara foi feita por 437 votos a favor e sete contra. Foram registradas 12 abstenções. Eram necessários, pelo menos, 257 votos favoráveis à cassação para a perda do mandato, reporta a Agência Câmara de Notícias.

    O relator do processo, deputado Alexandre Leite (DEM-SP), argumentou que a deputada usou o mandato para coagir testemunhas e ocultar provas, ressaltando que a análise do Conselho de Ética não entrou no mérito de quem é o culpado da morte de Anderson do Carmo. 

    Flordelis participou da sessão presencialmente e reafirmou sua inocência. "Quando o tribunal do júri me absolver, vocês vão se arrepender de ter cassado uma pessoa que não foi julgada", disse a deputada, segundo a mídia.

    Flordelis foi afastada do cargo no começo deste ano. Flordelis responde por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de meio cruel e de recurso que impossibilitou a defesa da vítima), tentativa de homicídio, uso de documento falso e associação criminosa armada.

    A deputada federal Flordelis (PSD) fala sobre a morte de seu marido, o pastor Anderson do Carmo. (Foto: Fernando Frazão Ag.Brasil)

    A deputada nega participação na morte do marido, afirma que é vítima de uma injustiça e que o caso ainda não foi analisado pela Justiça.

    Suplente de Flordelis, Jones Moura (PSD) assume o mandato. Vereador de segundo mandato no Rio de Janeiro, ele tem 47 anos e é guarda municipal.

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    Tags:
    Câmara Federal, Câmara dos Deputados, Brasil, deputados federais, homicídio, assassinato, CCJ, Conselho de Ética
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