00:33 24 Setembro 2021
Ouvir Rádio
    Brasil
    URL curta
    Brasil lida com COVID-19 no início de agosto de 2021 (8)
    41955
    Nos siga no

    O governador do Piauí, Wellington Dias, afirmou que "é lamentável" que vacinas disponíveis sejam impedidas de entrar no Brasil "devido a uma decisão da Anvisa".

    O presidente do Consórcio Nordeste, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), anunciou nesta quinta-feira (5) a suspensão do acordo com o Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo) para compra de 37 milhões de doses da vacina Sputnik V contra a COVID-19.

    Nas redes sociais, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), comentou que a suspensão acontece "devido a novas limitações impostas" pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    O Consórcio Nordeste diz que essas exigências não teriam sido feitas a outros imunizantes usados no Brasil. 

    "É lamentável, o Brasil vive uma situação com alta mortalidade, mais de mil óbitos por dia. Temos vacinas disponíveis, mas impedidas de entrar no Brasil devido a uma decisão da Anvisa, que faz uma alteração no padrão de teste junto com a não inclusão [da Sputnik V] no plano nacional de vacinação, e a falta da licença de importação, tivemos [que avançar com] a suspensão da entrega da vacina até que se tenha uma autorização do uso do imunizante no Brasil", afirmou o governador Wellington Dias, citado pelo portal G1.

    De acordo com Dias, o RFPI anunciou que vacinas que seriam destinadas para o Brasil serão enviadas para Argentina, México e Bolívia.

    Sputnik V e Anvisa

    Em 26 de abril, a Anvisa havia rejeitado o pedido de importação da Sputnik V feito pelos governadores do Nordeste. Na ocasião, a agência alegou falta de informações suficientes para garantir a segurança, a qualidade e a eficácia da vacina.

    Em 4 junho, Anvisa decidiu recomendar a importação excepcional e temporária da Sputnik V e da vacina indiana Covaxin. Foram autorizados quantitativos reduzidos de doses para vacinação de 1% da população de cada um dos estados que pediram a liberação.

    A vacina Sputnik V contra a COVID-19 foi desenvolvida pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya (Centro Gamaleya) na Rússia, com o apoio do RFPI. O imunizante russo já foi aprovado em cerca de 70 países, ocupando a segunda posição mundial em aprovações de reguladores estatais. A vacina tem eficácia de 97,6%, baseando-se na análise dos dados de 3,8 milhões de russos vacinados, sendo esta porcentagem mais alta do que a eficácia revelada antes na revista científica The Lancet (91,6%), de acordo com o RFPI e o Centro Gamaleya.

    Tema:
    Brasil lida com COVID-19 no início de agosto de 2021 (8)

    Mais:

    Instituto Serum da Índia começará produção da vacina Sputnik V em setembro, diz RFPI
    RFPI acusa Reuters de disseminar 'fake news' sobre vacina Sputnik V
    COVID-19: Rússia aprovou vacina Sputnik V produzida na Argentina, anuncia presidente Fernández
    Ministério da Saúde da Argentina e distribuidor da Sputnik V combinam acelerar entrega do imunizante
    Tags:
    COVID-19, Brasil, Sputnik V, vacina, vacina, Camilo Santana, Nordeste, Wellington Dias, Ceará, Piauí
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar