07:47 26 Setembro 2021
Ouvir Rádio
    Brasil
    URL curta
    Brasil lida com COVID-19 no início de agosto de 2021 (8)
    5127
    Nos siga no

    A CPI da Covid volta à ativa nessa segunda-feira (2). Em entrevista, o vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues, contou quais serão os próximos passos e indica que, na leitura da CPI, houve de fato crime de prevaricação por parte do chefe do Executivo.

    Após duas semanas de recesso, a CPI da Covid retoma os trabalhos nesta segunda-feira (2), com uma série de casos a serem analisados e o desafio de comprovar as acusações que surgiram durante a sua primeira etapa. 

    Em entrevista ao jornal O Globo, o vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que o principal foco a ser discutido nessa segunda tempo será a "investigação sobre corrupção".

    "[...] A nossa ideia é organizar por tema cada uma das semanas. A primeira semana é sobre o papel das intermediárias que atuaram no Ministério da Saúde, com o coronel Hamilton Gomes, Marcelo Blanco e Airton Cascavel. Na segunda semana, a nossa ideia é avançar para investigarmos a Precisa [Medicamentos] e a Covaxin. E assim por diante", afirmou o senador.

    Randolfe diz que essa forma "didática" de fazer as investigações, é a forma mais produtiva de "sistematizar as informações e avançar para o relatório final".

    Bolsonaro e prevaricação

    Ainda segundo o senador, não restam dúvidas de que houve crime de prevaricação por parte do presidente, Jair Bolsonaro, envolvendo a compra da vacina indiana Covaxin, e que hoje a pergunta que a CPI se faz é por que ele prevaricou.

    "Para nós da CPI, não há dúvidas sobre o crime de prevaricação no caso da Covaxin. [...] O que nós estamos investigando é por que o presidente prevaricou. O senhor presidente, tendo recebido a notícia de um esquema de corrupção em curso no âmbito do Ministério da Saúde, não tomou providências. E também há outros crimes. Nós estamos procurando os liames entre os crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de influência e os demais."

    Indagado se, no final dos trabalhos da comissão, o presidente será responsabilizado, Randolfe afirma que quer "deixar essa conclusão para o relatório final", mas que até agora "todos os elementos e indícios apontam para a responsabilidade, não para uma responsabilidade, mas para responsabilidades do presidente da República". 

    Reunião da CPI da Covid no Senado Federal em Brasília, 13 de julho de 2021
    © REUTERS / Adriano Machado
    Reunião da CPI da Covid no Senado Federal em Brasília, 13 de julho de 2021

    Nomeação de Ciro Nogueira

    Um dos últimos movimentos do governo para se manter forte na arena política foi a indicação do senador Ciro Nogueira (PP-PI) para o cargo de ministro da Casa Civil, função aceita pelo senador na última sexta-feira (27), conforme noticiado.

    Diante desse cenário, O Globo perguntou a Randolfe Rodrigues se a entrada de Nogueira no cargo mudaria alguma coisa na CPI. 

    O vice-presidente respondeu que "inevitavelmente já mudou", a partir do momento que ocorreu a "oficialização do senador Flávio Bolsonaro [Patriotas-RJ] como membro da comissão" e que hoje, por conta da nomeação de Nogueira, "não vejo como mudar a determinação do convencimento dos senadores".

    Tema:
    Brasil lida com COVID-19 no início de agosto de 2021 (8)

    Mais:

    Governistas e oposição: CPI da Covid lista políticos que espalharam fake news sobre pandemia
    CPI da Covid: sessões serão suspensas no recesso e retomadas dia 3 de agosto, diz Randolfe Rodrigues
    'Podem levar': presidente da CPI da Covid dá voz de prisão a ex-diretor da Saúde Roberto Dias
    Tags:
    CPI da Covid, novo coronavírus, Senado, Randolfe Rodrigues, corrupção
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar