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    Coronavírus no Brasil em meados de julho de 2021 (17)
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    Desemprego e redução salarial são alguns dos efeitos nocivos da arrebatadora pandemia da COVID-19 a serem sentidos pela economia brasileira por, pelo menos, nove anos, segundo relatório do banco.

    De acordo com o relatório "Emprego em crise: Trajetórias para melhores empregos na América Latina pós-COVID-19", divulgado hoje (20) pelo Banco Mundial, o Brasil ainda tem uma longa estrada a percorrer dentro da crise econômica, causada pela pandemia, e deve sentir seus efeitos por, pelo menos, nove anos, segundo o G1.

    O país sentiria efeitos negativos no mercado de trabalho através da falta de emprego e na redução salarial.

    "No Brasil e no Equador, embora os trabalhadores com ensino superior não sofram os impactos de uma crise em termos salariais e sofram apenas impactos de curta duração em matéria de emprego, os efeitos sobre o emprego e os salários do trabalhador médio ainda perduram nove anos após o início da crise", afirmou o relatório citado pela mídia.

    O documento expõe que a crise causada pela pandemia deve provocar "cicatrizes" mais "intensas" nos trabalhadores menos qualificados, isto é, segundo o banco, aqueles sem ensino superior.

    A taxa de desemprego no trimestre encerrado em janeiro de 2021, 14,2%, foi a mais alta da série histórica desde 2012 no Brasil
    A taxa de desemprego no trimestre encerrado em janeiro de 2021, 14,2%, foi a mais alta da série histórica desde 2012 no Brasil

    "Na região da América Latina e Caribe, as cicatrizes são mais intensas para os trabalhadores menos qualificados, sem ensino superior", diz o relatório.

    Para o banco, as perdas de emprego são mais sentidas por empregados com carteira assinada de locais com setores de serviço menores, menor número de empresas de grande porte e setores primários maiores, como agricultura, pecuária, pesca e extrativismo mineral.

    De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desemprego no Brasil ficou em 14,7% no trimestre encerrado em abril e se manteve em patamar recorde, atingindo 14,8 milhões de pessoas, conforme noticiado.

    Tema:
    Coronavírus no Brasil em meados de julho de 2021 (17)

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    Tags:
    pandemia, economia, COVID-19, desemprego
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