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    SARS-CoV-2 no Brasil no início de julho de 2021 (21)
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    No começo das denúncias, Bolsonaro tentou desqualificar as acusações de irregularidades na compra de vacinas, entretanto, presidente muda discurso e assessores "reconhecem" esquema de grupo dentro do ministério para blindar presidente, segundo mídia.

    Segundo o blog do comentarista Valdo Cruz no G1, em meio aos avanços das investigações sobre irregularidades na compra de vacinas contra COVID-19, assessores do presidente Jair Bolsonaro mudaram o discurso e já admitem que grupos teriam montado um esquema para se beneficiar financeiramente dentro do Ministério da Saúde.

    Uma evidência dessa "noção" do governo em torno dos esquemas seria a exoneração do diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias.

    O Planalto teria decidido agir preventivamente, mesmo sem provas de envolvimento do ex-diretor, baseado justamente nas informações anteriores de que grupos estariam atuando de forma irregular, segundo um auxiliar presidencial ouvido pelo blog.

    No começo, o governo e o presidente tentaram desqualificar as acusações. Entretanto, Bolsonaro mudou o discurso e tem repetido que "não tem condições de saber de tudo o que acontece nos ministérios", conforme noticiado no dia 26 de junho.

    A alteração no discurso já seria uma parte de uma estratégia para blindar o presidente da República em relação aos escândalos no ministério, segundo a mídia.

    A CPI da Covid quer esclarecer se o chefe do Executivo sabia ou não dos esquemas no Ministério da Saúde.

    O governo nega que o presidente soubesse, mas a comissão acredita que Bolsonaro tinha conhecimento, levando em conta o depoimento do deputado Luis Miranda (DEM-DF) que disse o ter alertado pessoalmente.

    Tema:
    SARS-CoV-2 no Brasil no início de julho de 2021 (21)

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    Tags:
    corrupção, Ministério da Saúde, COVID-19, Bolsonaro
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