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    SARS-CoV-2 no Brasil no início de julho de 2021 (21)
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    Procuradores da República apontam omissões e erros graves do ex-ministro da Saúde na condução de medidas de combate à pandemia. A ação aponta lentidão na compra de vacinas e adoção do "tratamento precoce" sem comprovação científica.

    Uma ação enviada por oito procuradores do Ministério Público Federal (MPF) à Justiça Federal cita o general Eduardo Pazuello pelo crime de improbidade administrativa, que teria sido cometido durante seu mandato como ministro da Saúde.

    Segundo os procuradores, o ex-ministro de Bolsonaro teria deliberadamente piorado a situação da COVID-19 no Brasil ao adotar medidas sem eficácia comprovada cientificamente. E por isso, teria prejudicado o combate à pandemia no país.

    Ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello participa, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, de manifestação no Rio de Janeiro
    © AP Photo / Bruna Prado
    Ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello participa, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, de manifestação no Rio de Janeiro

    Na ação são citadas a lentidão na compra de vacinas, adoção do chamado "tratamento precoce" com remédios como ivermectina e cloroquina, omissão na ampliação de testes para a população e na distribuição de milhares de kits de testes PCR, que chegaram a perder a validade.

    A ação pede ainda o ressarcimento por Pazuello de R$ 122 milhões aos cofres públicos. O valor seria relativo ao prejuízo que a gestão dele teria causado aos fundos do Estado, segundo o MPF. De acordo com o portal G1, falta a Justiça decidir se vai ou não tornar Eduardo Pazuello réu.

    Tema:
    SARS-CoV-2 no Brasil no início de julho de 2021 (21)

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    Tags:
    improbidade, COVID-19, Ministério da Saúde, gestão, Eduardo Pazuello, Ministério Público Federal
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