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    Brasil contra coronavírus no final de junho de 2021 (27)
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    Ao discursar para eleitores, presidente diz que algumas mídias querem desmoralizar seu governo ao apresentarem números reais da COVID-19 no país. Bolsonaro também defendeu uso de armas domésticas para combater "serial killer".

    Nesta segunda-feira (22) pela manhã, ao falar com apoiadores em frente ao Palácio da Alvarorada, Bolsonaro identificou como um "milagre" o fato de ainda estar governando, apesar da forte pressão popular para o impeachment expressada em protestos no sábado (19), segundo o portal UOL.

    O presidente também falou sobre o número emblemático de 500 mil mortos pela COVOID-19 no país e, mais uma vez, afirmou que há uma "jogada política" para que os números sejam maiores do que realmente são, e assim possam prejudicar sua administração.

    "As mortes parecem que interessam para a TV Funerária. A TV Funerária entrou em êxtase quando atingiu as quinhentas mil mortes", disse Bolsonaro em referência à emissora Rede Globo.

    A emissora vem sendo alvo do presidente e seus apoiadores que a apelidaram de "Globolixo". Na visão dos mesmos, o canal foca em desgastar o governo através da divulgação dos números e da situação da pandemia no país.

    Em um ato autoritário e de forte hostilidade à imprensa, ontem (21), Bolsonaro mandou uma repórter da emissora "calar a boca" quando a mesma lhe perguntou sobre o porquê de o presidente não ter usado máscara nos passeios de motocicleta que têm feito com eleitores.

    Irritado, Bolsonaro disse que "chega como quiser, onde eu quiser, eu cuido da minha vida. Se você não quiser usar máscara, não usa". Em seguida, o mesmo tira a máscara e pergunta se a repórter está feliz.

    "Essa Globo é uma m**** de imprensa. São uma porcaria. Cala boca! Vocês fazem um jornalismo canalha", disse o presidente.

    Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, em passeio de moto em prol do Dia das Mães, em Brasília, 9 de maio de 2021
    © REUTERS / Ueslei Marcelino
    Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, em passeio de moto em prol do Dia das Mães, em Brasília, 9 de maio de 2021

    Porte de Armas

    Na mesma conversa com apoiadores, Bolsonaro comentou a pergunta de um deles questionando o caso de Lázaro Barbosa, conhecido como "serial killer do Distrito Federal", o qual a polícia tenta capturar há duas semanas.

    Lázaro Barbosa é procurado desde o dia 9 de junho por ter assassinado quatro pessoas de uma mesma família com tiros e facadas. Desde o início da fuga, o mesmo invadiu pelo menos 12 propriedades rurais e fez uma série de reféns, segundo o G1.

    O presidente respondeu que apesar de o criminoso ter entrado em uma casa, ele não ficou no local ficou porque o dono do imóvel portava uma arma, e disse que "no que depender de mim, todo mundo que quiser vai ter arma. Os vagabundos têm", de acordo com a mídia.

    "Parece que ele tentou invadir uma casa aí, não entrou porque o cara estava armado. Não é o Estatuto do Desarmamento que vai dar tranquilidade para você", disse Bolsonaro.

    Em fevereiro, o governo desburocratizou parte dos procedimentos sobre uso de armas no país. A medida, divulgada no site do governo federal, aumentou a clareza sobre a regulamentação, reduziu a discricionariedade de autoridades e deu garantia de contraditório e ampla defesa para quem as possuí.

    Em janeiro, a Polícia Federal registrou aumento de 90% em 2020, em comparação a 2019, de novos registros de armas de fogo no Brasil, sendo também o maior número já registrado pela PF. Esses números compreendem apenas as armas de fogo que vão ficar nas mãos de civis, segundo o G1.

    Tema:
    Brasil contra coronavírus no final de junho de 2021 (27)

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    Tags:
    imprensa, porte de armas, COVID-19, Bolsonaro
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