01:04 15 Junho 2021
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    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística registrou uma variação da inflação nos últimos 12 meses mais alta que entre maio de 2019 e maio de 2020, quando ocorreu um aumento de 6,76%.

    A inflação no Brasil subiu em maio para 0,83%, atingindo a variação mensal mais alta desde 1996, anunciou nesta quarta-feira (9) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    "Foi o maior resultado para um mês de maio desde 1996 [1,22%]", relata o instituto.

    Além disso, o IBGE registrou uma alta de 8,06% nos últimos 12 meses, acima dos 6,76% nos 12 meses anteriores. No acumulado do ano até agora, entre janeiro e maio de 2021, a inflação foi de 3,22%.

    Entre os produtos e serviços com maior alta de inflação em maio estiveram a habitação (1,78%), artigos de residência (1,25%) e transportes (1,15%), enquanto a educação (0,06%), despesas pessoais e comunicação (ambos com 0,21%) tiveram os menos aumentos.

    Com uma subida mensal de 5,37%, a energia elétrica foi responsável por 0,23 pontos percentuais da inflação em maio.

    A região metropolitana de Salvador, na Bahia, registrou uma inflação de 1,12% em maio, enquanto a menor ocorreu em Brasília, no DF, batendo 0,27%.

    A disparada deixou a meta do governo sobre a inflação acumulada em 12 meses, que era de 3,75% em 2021, podendo variar entre 2,25% e 5,25%, muito acima do esperado. Por sua vez, a estimativa mediana da variação mensal de 35 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data era de avanço de 0,70% em maio.

    Agora, o Banco Central crê que a inflação terá uma alta de 5,44% em 2021, tratando-se da nona semana seguida de alta em expectativa, mas com alguns analistas já esperando uma taxa de cerca de 6%.

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    Tags:
    Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, Banco Central do Brasil, Banco Central, Brasil
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