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    Ministro diz que vai manter o auxílio emergencial até toda população adulta ser vacinada. Sobre reforma tributária, Guedes acredita que não haverá grandes novidades, mas que governo não quer elevar imposto para o setor de serviços.

    Nesta terça-feira (8), o ministro da Economia, Paulo Guedes, informou que o governo vai amplificar o auxílio emergencial por mais dois ou três meses, até que toda população adulta esteja vacinada no país, segundo o G1.

    "Possivelmente nós vamos estender agora o auxílio emergencial por mais dois ou três meses, porque a pandemia está aí [...]. Os governadores estão dizendo que, em dois ou três meses, a população brasileira adulta vai estar toda vacinada. Então, nós vamos renovar por dois ou três meses o auxílio, e logo depois entra, então, o novo Bolsa Família, já reforçado", disse o ministro citado pela mídia.

    Atualmente, o valor pago pelo auxílio se encontra entre R$ 150 e R$ 375, porém, o ministro não detalhou se esses valores serão os mesmos a serem aplicados na extensão do auxílio. Com essa nova medida, o pagamento, que estava previsto para terminar em julho, pode ser ampliado até outubro.

    Movimentação em agência da Caixa Econômica Federal, no centro de São Paulo, para saque da última parcela do auxílio emergencial
    © Folhapress / Renato S. Cerqueira/Futura Press
    Movimentação em agência da Caixa Econômica Federal, no centro de São Paulo, para saque da última parcela do auxílio emergencial

    Reforma tributária

    Sobre a reforma, o ministro afirmou que, pelo menos por agora, não haverá grandes novidades, e que o governo não quer elevar o imposto para o setor de serviços, que pode sair prejudicado com alta na tributação com um imposto sobre valor agregado de alíquota única.

    "Gostaria de fazê-la [a reforma tributária] um pouco mais ampla, inclusive com desoneração de folha. Não é o momento ainda, mas não vamos desistir. Vamos fazer em fatias, o que é possível agora, simplificação, redução de alíquotas e vamos avançar", disse Guedes.

    O ministro também afirmou que a proposta da área econômica pode favorecer uma alíquota para o setor de serviços e comércio, e outra, mais alta, para a indústria.

    "A ideia inicial era todo mundo ter a mesma alíquota. Ainda estamos considerando duas alíquotas: uma para o comércio e serviços, mais baixa, e outra para a indústria mais alta", comenta.

    Guedes acredita que essa seja a melhor simplificação que se possa fazer, e sinalizou para o futuro "a unificação, quando a gente conseguir fazer a desoneração da folha lá na frente", disse o ministro.

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    Tags:
    COVID-19, Caixa Econômica Federal, auxílio financeiro, economia, Paulo Guedes
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