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    Brasil lidando com COVID-19 no início de junho de 2021 (42)
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    Ministro da Saúde é a primeira pessoa a depor, pela segunda vez, na CPI da Covid. Entre diversos tópicos abordados, Queiroga criou embaraço ao contrariar afirmações feitas pela infectologista, Luana Araújo, no dia 2 deste mês.

    Em seu segundo depoimento na CPI da Covid nesta terça-feira (8), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, respondeu a perguntas e fez algumas declarações referentes à Copa América, ao depoimento da infectologista, Luana Araújo, e ao posicionamento do presidente, Jair Bolsonaro, diante da pandemia, dizendo que "eu sou ministro da Saúde, não censor do presidente", de acordo com o G1.

    Nomeação de Luana Araújo

    Em um dos momentos mais delicados de seu depoimento, Queiroga levantou certa desconfiança entre os senadores, pois, ao contrário da declaração de Luana Araújo, na qual a infectologista contou que sua nomeação não aconteceria porque, segundo o ministro, ela não tinha sido aprovada pelo governo, Queiroga disse hoje (8) que a decisão de não nomear Araújo partiu dele.

    "Eu entendi que, naquele momento, a despeito da qualificação que a dra. Luana tem, não seria importante a presença dela para contribuir para harmonização desse contexto. Então, em ato discricionário como ministro, decidi não efetivar a sua nomeação", afirmou Queiroga citado a mídia.

    A afirmação do ministro motivou sensação de contrariedade entre os senadores, que observaram desconexão na fala de Queiroga e Araújo. A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) respondeu a Queiroga após sua fala: "Alguém mentiu. Ou o senhor ou ela".

    O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, é ouvido novamente durante sessão da CPI da Covid, no Senado, em 8 de junho de 2021
    © Foto / Marcelo Camargo / Agência Brasil
    O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, é ouvido novamente durante sessão da CPI da Covid, no Senado, em 8 de junho de 2021

    COVID-19 e Copa América

    Ao ser questionado sobre a realização da Copa América no Brasil, o ministro afirmou que o risco de se contrair a doença é o mesmo "com o jogo ou sem o jogo", e que do ponto de vista epidemiológico, não há justificativa para o torneio não ser realizado no país.

    "Não acontecendo público nos estádios, naturalmente, nós não teremos risco de aglomerações e de uma contaminação maior. De tal maneira que o risco que a pessoa tem de contrair a COVID-19 será o mesmo com o jogo ou sem o jogo. A doença é uma doença pandêmica. Nós corremos riscos, então, a ponderação é essa. Não estou assegurando que não há riscos, estou dizendo que não existe risco adicional [...]. Eu não vejo, do ponto de vista epidemiológico, uma justificativa que fundamente a não ocorrência do evento", disse Queiroga citado pela mídia.

    Adicionalmente, o ministro afirmou que os atletas e integrantes das comissões técnicas têm um seguro para garantir que sejam atendidos em hospitais privados, e sendo assim, não haverá pressão sobre o sistema público de saúde.

    Bolsonaro e pandemia no Brasil

    Ainda seguindo o depoimento, Queiroga afirmou que não cabe a ele julgar ou fazer juízo de valor sobre as ações e aglomerações promovidas pelo presidente, Jair Bolsonaro.

    Segundo o ministro, ele repassa ao presidente todas as informações sobre medidas a serem tomadas diante da pandemia, e que geralmente Bolsonaro, quando está com ele, usa máscara.

    "Eu sou ministro da Saúde, eu não sou censor do presidente da República. Eu faço parte de um governo. O presidente da República não é julgado pelo ministro da Saúde [...] não vou fazer juízo de valor sobre as ações dele [...]. Quando ele [Bolsonaro] está comigo, na maioria das vezes, ele usa máscara", disse o ministro.

    O ministro Marcelo Queiroga é a primeira pessoa a depor duas vezes na CPI da Covid. Queiroga compareceu à CPI em 6 de maio, mas o depoimento foi considerado "contraditório" e evasivo pelos senadores, retornando no dia de hoje (8) para maiores esclarecimentos.

    Tema:
    Brasil lidando com COVID-19 no início de junho de 2021 (42)

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    Tags:
    COVID-19, depoimento, CPI da Covid, Ministério da Saúde, Marcelo Queiroga
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