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    Brasil lidando com COVID-19 no início de junho de 2021 (42)
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    A existência de um gabinete paralelo é um dos pontos mais discutidos na CPI da Covid nesse momento. O ex-assessor negou a existência de tal organização, mas admitiu conversas com presidente sobre a pandemia.

    Neste sábado (5), o ex-assessor da Presidência da República, Arthur Weintraub, em vídeo divulgado ao lado de seu irmão, o ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, negou a acusação de que integrou um "gabinete paralelo" para assessorar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre a pandemia. Porém, o ex-assessor admitiu que dava conselhos ao presidente sobre o assunto.

    "Começaram a colocar meu nome como chefe de um gabinete paralelo que nunca existiu. Os contatos que existem eram contatos de cientistas. Oxford, cientistas de universidades renomadas, virologistas, médicos que atuam em áreas de ponta. Esse conhecimento técnico, ao invés de ser ruim, pelo contrário, ele ainda é importante", disse Arthur Weintraub.

    Durante o vídeo de quase 23 minutos, os irmãos se dedicam a afirmar que o ex-assessor é pesquisador, proveniente do meio acadêmico, e que todo o seu estudo era no sentido de buscar uma alternativa para a doença.

    Além disso, Arthur Weintraub negou, por mais de uma vez, a existência de um gabinete paralelo, dizendo que entrou em contato com mais de dez mil médicos para encontrar soluções.

    "Eu não organizei gabinete. Eu fazia contato científico e trazia as informações para o presidente. Dentro disso, eu organizei um evento em agosto de 2020. Acabei tendo contato com 10 mil médicos de linha de frente. Nesse evento, eu defendi a liberdade do médico de poder receitar remédios para os seus pacientes", diz o ex-assessor no vídeo.

    Ainda no trecho em que exalta seu histórico de pesquisador, Arthur Weintraub diz que leu "os artigos que existiam" em março de 2020 e, antes de conversar com o presidente, tomou outra medida: comprou um remédio contra malária e tomou por dois dias, para verificar se sofreria algum efeito colateral.

    "Como pesquisador, eu falei com o presidente, comecei a ler o que existia naquele momento. Era março de 2020, não havia vacinas, não havia nada. Existia o remédio da malária, que estava começando a ser aventado como uma possibilidade, mas dentro desse cenário de guerra, era uma possibilidade", disse Arthur Weintraub.

    O mesmo também afirma que não teve nenhuma conversa com o presidente, Jair Bolsonaro, ou com especialistas, sobre vacinas.

    "Eu não cheguei a ter nenhum contato com discussão sobre vacina. Quando eu estava lá, a discussão que havia, em que eu estava envolvido cientificamente era sobre o remédio da malária e a evolução das cepas, e a evolução da doença. Eu nunca cheguei a ter nenhuma atuação na parte de vacinas, até porque não existiam. Última vez que eu atuei nisso foi agosto de 2020", disse.

    No fim, o ex-assessor diz que está à disposição para esclarecimentos "não tenho problema algum em responder a qualquer questão. Tudo o que eu fiz foi defendendo vidas e liberdade das pessoas", finalizou.

    A existência de um gabinete paralelo é um dos principais focos de investigação do momento na CPI da Covid, em curso no Senado Federal desde o começo de abril.

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    Tags:
    Brasil, pandemia, COVID-19, CPI da Covid
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