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    COVID-19 no Brasil em meados de maio (48)
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    A CPI da Covid ouve nesta quarta-feira (19) o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, o depoimento mais aguardado da comissão.

    Em sua fala inicial, Pazuello disse que está agradecido à CPI pela oportunidade de "esclarecer a verdade" sobre a pandemia. Ele também prestou solidariedade às vítimas da COVID-19. O ex-ministro afirmou, logo na abertura, que "quem está sentado aqui hoje é um homem comum".

    Ao longo do dia, Pazuello será questionado sobre colapso no Amazonas, o atraso de vacinas, o suposto Ministério da Saúde clandestino do governo federal, e a distribuição de cloroquina. O general esteve à frente da pasta de Saúde entre maio de 2020 e março de 2021, e foi citado por várias testemunhas na CPI.

    O ex-ministro obteve no STF o direito de ficar calado para não se autoincriminar, mas é obrigado a falar a verdade sobre terceiros, inclusive sobre Jair Bolsonaro. Pazuello também deve ser questionado sobre indícios de fraude em contrato para reforma na sede do Ministério da Saúde.

    Mulher visita cemitério de Nossa Senhora Aparecida no Dia da Mãe, em Manaus, Brasil, 9 de maio de 2021, quando os cemitérios no país foram abertos pela primeira vez desde o início da pandemia
    © AFP 2021 / Michael Dantas
    Mulher visita cemitério de Nossa Senhora Aparecida no Dia da Mãe, em Manaus, Brasil, 9 de maio de 2021, quando os cemitérios no país foram abertos pela primeira vez desde o início da pandemia

    Pazuello, o ministro da pandemia

    Ao começar sua fala, o ex-ministro citou as "quatro ondas da COVID-19" que o Brasil enfrentou, dando a entender que o país já enfrentava sérios problemas quando ele assumiu o ministério.

    Sob a gestão do general, o Ministério da Saúde protagonizou uma série de trapalhadas. Entre atrasos nas negociações de vacinas, propagação do chamado "kit covid" e a crise do oxigênio no Amazonas, sua gestão também foi marcada por uma relação de devoção e obediência ao presidente, chegando a afirmar que "um manda e o outro obedece".

    Apenas em dezembro de 2020 o ministério divulgou o Plano Nacional de Vacinação, depois de pressionado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O plano também foi criticado pela falta de clareza e ausência de um cronograma com datas específicas.

    A campanha de vacinação começou no Brasil em 18 de fevereiro com uma promessa de que fossem distribuídas 16,9 milhões de doses iniciais. O número, no entanto, caiu para 3,8 milhões. As informações foram confirmadas pelo portal Congresso em Foco.

    Testemunha ou réu?

    Pazuello está sob investigação da Polícia Federal e é acusado de omissão durante o colapso na saúde do Amazonas. O general informou que o problema com o oxigênio foi causado por falhas na rede de gás da região. O Ministério da Saúde destinou 80 cilindros de oxigênio para a cidade.

    O ex-ministro também é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) do Amazonas por improbidade administrativa. Segundo o órgão, uma série de ações e omissões ilícitas, além da lentidão de resposta da pasta, contribuíram para o colapso da pandemia no estado.

    O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello durante reunião no Ministério da Saúde quando ainda estava na pasta
    O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello durante reunião no Ministério da Saúde quando ainda estava na pasta

    Tema:
    COVID-19 no Brasil em meados de maio (48)

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    Tags:
    CPI, morte, pandemia, COVID-19, Eduardo Pazuello, saúde
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