02:14 15 Junho 2021
Ouvir Rádio
    Brasil
    URL curta
    COVID-19 no mundo em meados de maio (35)
    8132
    Nos siga no

    O Itamaraty admitiu que a viagem da comitiva brasileira à Israel não resultou em um acordo de aquisição do spray nasal contra a COVID-19.

    A viagem, liderada pelo então ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, também não obteve sucesso para o compartilhamento de tecnologias de combate à pandemia. As informações estão em documento enviado pelo Itamaraty à bancada do PSOL na Câmara dos Deputados, divulgado nesta sexta-feira (14).

    De acordo com as informações fornecidas pelo ministério, o termo de cooperação sobre o spray nasal não foi finalizado porque o Ministério da Saúde não assinou o documento, escreve o portal Poder 360.  Na carta de intenções, é possível ver que Araújo assinou o texto, assim como um representante de Israel.

    "O projeto da carta não teve sua celebração completada, uma vez que não foi assinada pelo representante do Ministério da Saúde [do Brasil] e não chegou à troca de instrumentos entre os signatários, conforme prática de negociações internacionais", diz o documento, que é assinado pelo atual ministro das Relações Exteriores, Carlos França.

    Os dados do Itamaraty afirmam que a viagem era planejada desde maio de 2020. Contudo, todas as informações sobre esta viagem foram colocadas sob sigilo. São 24 telegramas em sigilo por cinco anos, ou seja, até 2026; e outros quatro por 15 anos, até 2036.

    Os motivos para o sigilo não são informados. A classificação de nove dos 28 documentos como sigilosa foi realizada no dia ou depois do pedido de informações pelo PSOL, feito em 16 de março.

    Logo depois da viagem, o governo brasileiro exaltou as propriedades do spray nasal. O medicamento foi desenvolvido pelo governo de Israel e foi brevemente testado em pacientes que faziam tratamento contra a COVID-19 em um hospital do país.

    A comitiva de dez pessoas do governo federal foi para Israel em 6 de março para negociar o compartilhamento de tecnologias de combate à pandemia e o spray nasal EXO-CD 24.

    Ao chegar ao país, a equipe ficou confinada em um hotel e só pôde sair para ocasiões previamente agendadas. Em Israel, na época, havia um rígido controle de quem entrava no país, obrigando visitantes a realizar quarentena de sete dias.

    Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, escuta cochicho do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) durante Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, Brasília, 27 de março de 2019
    Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, escuta cochicho do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) durante Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, Brasília, 27 de março de 2019

    Tema:
    COVID-19 no mundo em meados de maio (35)

    Mais:

    Epidemiologista alerta para 3ª onda de COVID-19 até junho após relaxamento de restrições no Brasil
    Brasil tem 2.545 mortes por COVID-19 em 24h e ultrapassa 428 mil óbitos
    Mortos pela COVID-19 no Brasil passam de 430 mil
    Tags:
    Itamaraty, Ernesto Araújo, judeu, medicação, israel, COVID-19, Brasil
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar