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    Brasil afronta COVID-19 no fim de abril de 2021 (62)
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    Provavelmente o SARS-CoV-2, vírus causador da COVID-19, se tornará endêmico no Brasil, mas conforme a vacinação avançar o país poderá levantar algumas restrições que atualmente estão em vigor, segundo virologista ouvida pela Sputnik Brasil.

    O diretor médico de pesquisa clínica do Instituto Butantan, Ricardo Palácios, disse nesta quinta-feira (22) que a pandemia da COVID-19 deve se estender até 2023. A declaração foi dada em entrevista ao portal Poder360.

    Para a virologista Giliane Trindade, professora do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG, a declaração de Palácios é verdadeira.

    "Pensando na emergência das novas variantes, do que isso pode representar para a proteção das pessoas vacinadas, eu imagino que essa pandemia vá se estender", disse.

    O Brasil enfrenta a pior fase da pandemia da COVID-19, mesmo com a vacinação já iniciada. Nesta sexta-feira (23), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou que a faixa etária dos jovens entre 20 e 29 anos é a que teve o maior aumento de mortes por COVID-19 no começo de abril em relação ao início do ano.

    ​No levantamento, a entidade aponta que houve um crescimento substancial do número de óbitos em todas as faixas de idade. Mas a dos mais jovens foi a que registrou a maior variação, com 1.081,82% mais mortes.

    Segundo Giliane Trindade, o Brasil só vai conseguir ver o número de casos de COVID-19 e mortes causadas pela doença cair quando uma parcela maior da população tiver recebido as duas doses da vacina.

    "A gente vai tendo essa diminuição gradual do número de casos na medida que a gente for subindo essa cobertura vacinal", explicou.

    Porém, Giliane Trindade, explicou que, mesmo com a maioria da população vacinada, é possível que o SARS-CoV-2 permaneça em circulação.

    "Esse coronavírus provavelmente não vai desaparecer mais da população. Ele vai se tornar aí um vírus de ocorrência endêmica, sempre vai estar presente. Porém não com a capacidade de causar uma pandemia, ou até mesmo uma epidemia", declarou.

    Até esta sexta-feira (23), 28.765.257 brasileiros receberam a primeira dose de vacina contra a COVID-19. O número representa 13,58% da população. Já a segunda dose foi aplicada em 12.262.262 pessoas (5,79% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal.

    Giliane Trindade explica que, conforme o Brasil aumente o contingente de pessoas vacinadas até atingir um patamar próximo a 70%, será possível liberar gradualmente certas atividades.

    "Com isso, a gente vai poder retomar serviços que hoje a gente não tem mais, atrações que hoje a gente não faz mais da maneira presencial. A gente vai conseguir retomar muitas atividades que desenvolvíamos de forma presencial antes da pandemia", completou.

    Na quarta-feira (21) o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que espera concluir a vacinação contra a COVID-19 das mais de 77 milhões de pessoas dos grupos prioritários somente em setembro. A estimativa é um adiamento em relação ao que previa o ex-ministro general Eduardo Pazuello.

    O atraso em relação ao que era previsto anteriormente pela pasta aumenta o tempo que o Brasil pode levar para ver uma retomada das atividades, segundo Giliane Trindade.

    "Quanto mais a vacinação for atrasada, mais a gente não vai conseguir chegar naquele limiar que tira a sobrecarga da saúde e que nos permite voltar para um ritmo de vida talvez próximo do que era o anterior", completou.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    COVID-19, Brasil, pandemia, novo coronavírus, vacina, vacinação, lockdown, SARS-CoV-19, Ministério da Saúde, imunização, imunizante
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