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    Brasil afronta COVID-19 no fim de abril de 2021 (62)
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    O Ministério da Saúde pretende concluir a vacinação contra a COVID-19 em mais de 77 milhões de pessoas dos grupos prioritários até setembro. É possível atingir essa meta? O médico Gustavo Magalhães conversou com a Sputnik Brasil sobre o assunto.

    O ministro Marcelo Queiroga informou na quarta-feira (21) que espera vacinar contra a COVID-19 mais de 77 milhões de pessoas dos grupos prioritários até setembro. O Ministério da Saúde afirma que todas as pessoas que se encaixam nos critérios de prioridade devem receber a primeira dose até a primeira quinzena de julho.

    O prazo para concluir a vacinação é setembro, segundo a pasta, porque o intervalo entre as doses da vacina de Oxford e AstraZeneca é de até três meses. Para saber se é possível atingir esta meta, a Sputnik Brasil conversou com o médico Gustavo Magalhães, infectologista e professor da UERJ.

    Profissional de saúde da polícia prepara uma dose da vacina da AstraZeneca contra a COVID-19 no primeiro dia de vacinação do governo estadual para policiais, São Paulo, Brasil, 5 de abril de 2021
    © REUTERS / Amanda Perobelli
    Profissional de saúde da polícia prepara uma dose da vacina da AstraZeneca contra a COVID-19 no primeiro dia de vacinação do governo estadual para policiais, São Paulo, Brasil, 5 de abril de 2021

    O especialista explicou que acredita no prazo estabelecido [pelo ministro Marcelo Queiroga] para o mês de setembro envolvendo a vacinação dos grupos prioritários. "Faz sentido terminar o prazo do grupo prioritário em setembro", comentou.

    Gustavo Magalhães ainda disse que o calendário de vacinação está em andamento constante, e disse que o prazo precisou ser estendido "porque o Brasil vacina muito devagar". Ele comparou o país com outros, como EUA, Reino Unido e Israel, cujas campanhas de vacinação estão em patamares avançados.

    "Considero que esse prazo teve que ser estendido porque estamos em uma velocidade muito lenta comparado a outros países. O ritmo do Brasil é lento, e por isso que o prazo precisou ser estendido".
    Servidor da Fiocruz segura vacina de Oxford/AstraZeneca antes de aplicação.
    © Foto / Tomaz Silva/Agência Brasil
    Servidor da Fiocruz segura vacina de Oxford/AstraZeneca antes de aplicação.

    'General Pazuello, um otimista'

    A nova data para a conclusão da vacinação das pessoas dos grupos prioritários revela um erro na última previsão feita pelo ex-ministro Eduardo Pazuello. Em 15 de março, no dia em que a sua substituição foi anunciada, ele disse que era provável o fim da vacinação dos grupos prioritários ainda em maio.

    Sobre este "erro", Queiroga culpa a conjuntura internacional e diz que houve demora na entrega de doses do consórcio COVAX Facility, liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele também citou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em sua justificativa: "O Ministério da Saúde não vai colocar vacinas que não foram aprovadas pela Anvisa", disse Queiroga.

    Em Brasília, o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga (à frente), concede entrevista coletiva ao lado do general Eduardo Pazuello, em 16 de março de 2021
    © REUTERS / Ueslei Marcelino
    Em Brasília, o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga (à frente), concede entrevista coletiva ao lado do general Eduardo Pazuello, em 16 de março de 2021

    Questionado sobre a falha na previsão de Eduardo Pazuello, Gustavo Magalhães entende que "o general Pazuello estava otimista". "Ele tinha boas intenções, mas a realidade foi vista com o tempo: nós não tínhamos vacina tão rápido. E o Brasil não conseguiu adquirir vacinas para isso", explicou.

    Imunização completa

    Gustavo Magalhães também falou sobre a possibilidade do Brasil conseguir vacinar 100% de sua população com mais de 16 anos.

    Para ele, "não vacinaremos toda população até dezembro. Não acho que a gente consiga. Acho possível chegarmos a um índice de 60% da população vacinada no mês do Natal".
    O novo ministro da Saúde de Jair Bolsonaro, Marcelo Queiroga, no dia 23 de março de 2021
    O novo ministro da Saúde de Jair Bolsonaro, Marcelo Queiroga, no dia 23 de março de 2021

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Tags:
    médico, Jair Bolsonaro, Marcelo Queiroga, Brasil, vacina, Ministério da Saúde, vacinação, COVID-19
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