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    Situação da COVID-19 em meados de abril no Brasil (74)
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    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, determinou nesta terça-feira (13) que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decida até o fim deste mês sobre a "importação excepcional e temporária" de doses da vacina russa Sputnik V contra a COVID-19.

    A decisão do ministro foi uma resposta a uma ação protocolada pelo governo do Maranhão, que diz no processo ter negociado a importação de 4,5 milhões de doses do imunizante. As informações foram publicadas pelo portal G1.

    Lewandowski obriga que o pronunciamento da Anvisa seja feito em até 30 dias, contados a partir de 29 de março. Se forem incluídos no prazo os fins de semana e feriados, a data limite será o dia 28 de abril.

    Caso o prazo seja descumprido, o governo do Maranhão fica automaticamente autorizado a importar e realizar a distribuição das doses da Sputnik V, "sob sua exclusiva responsabilidade, e desde que observadas as cautelas e recomendações do fabricante e das autoridades médicas".

    Logo da vacina russa contra COVID-19, Sputnik V, em laboratório da União Química que produz o imunizante em Brasília, 25 de janeiro de 2021
    © AP Photo / Eraldo Peres
    Logo da vacina russa contra COVID-19, Sputnik V, em laboratório da União Química que produz o imunizante em Brasília, 25 de janeiro de 2021

    O governo federal comprou dez milhões de doses do imunizante russo, e 400 mil doses são esperadas para chegar ao Brasil até o final de abril, dois milhões no fim de maio e 7,6 milhões em junho. Governos de pelo menos 12 estados brasileiros negociaram compras da Sputnik V.

    A vacina russa Sputnik V contra a COVID-19 foi o primeiro imunizante contra o novo coronavírus a ser registrado, ainda em agosto de 2020. De acordo com resultados de estudos clínicos publicados em fevereiro na revista médica The Lancet, a Sputnik V tem eficácia de 91,6%.

    Até agora o imunizante já foi aprovado em 60 países, sendo a segunda vacina mais aprovada por órgãos sanitários no mundo. Diversos países sul-americanos já aprovaram o imunizante, incluindo México, Argentina, Bolívia, Venezuela e Paraguai.

    Tema:
    Situação da COVID-19 em meados de abril no Brasil (74)

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    Tags:
    Brasil, imunizante, imunização, vacinação, vacina, Sputnik V, Ricardo Lewandowski, Supremo Tribunal Federal (STF), COVID-19
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