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    COVID-19 no final de março de 2021 no Brasil (116)
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    A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alerta para nível "extremamente crítico" da pandemia em todo o Brasil nesta quarta-feira (31).

    Segundo relatório divulgado hoje (31) pela Fundação, 17 estados e o Distrito Federal têm ocupação de leitos superior a 90%. Destes, Amapá a Mato Grosso do Sul já estão com leitos 100% ocupados.

    Outros seis estados têm ocupação acima de 80%. Apenas Amazonas, com 76%, e Roraima, com 62%, têm índices abaixo de 80%. Os pesquisadores da Fiocruz acreditam que isto se deve a estes estados terem sofrido com novas ondas de contaminação pelo novo coronavírus antes dos demais, em janeiro e fevereiro.

    "Neste novo patamar da pandemia, a situação mudou drasticamente. Se Manaus (Amazonas), com o colapso do seu sistema de saúde, constituiu um alerta do que poderia ocorrer em outros estados, a situação hoje de São Paulo (São Paulo) é um alarme do quanto esta crise pode ser mais profunda e duradoura do que se imaginava até então", diz o relatório da Fiocruz.

    Segundo os pesquisadores, as medidas ideais para reverter o quadro atual são medidas de restrição de circulação de pessoas por cerca de 14 dias, que é o "tempo mínimo necessário para redução significativa das taxas de transmissão e número de casos (em torno de 40%)".

    Além disso, recomendam a diminuição das pressões sobre o sistema de saúde do Brasil, como a oferta de maior número de leitos para desafogar os hospitais atualmente lotados.

    Ala de emergência no hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre (RS), lotado em função da pandemia do coronavírus
    © REUTERS / Diego Vara
    Ala de emergência no hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre (RS), lotado em função da pandemia do coronavírus

    Nesta terça-feira (30), o Brasil bateu novo recorde de mortes registradas em 24 horas: foram 3.668 óbitos causados pela COVID-19.

    Como alento, o Brasil deve ter em abril o mês com o maior número de doses de vacina desde o início da pandemia: juntas, as entregas do Instituto Butantan e da Fiocruz devem resultar em um total de 27 milhões de injeções.

    Além disso, nesta quarta-feira (31) a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu pela aprovação do pedido de uso emergencial da vacina da Janssen, empresa do grupo Johnson & Johnson, contra a COVID-19.

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    vacina, novo coronavírus, pandemia, Brasil, COVID-19, Fiocruz
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