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    O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta segunda-feira (29) uma medida provisória (MP) que tem o objetivo de modernizar e desburocratizar o ambiente de negócios no Brasil.

    O economista Rodolpho Tobler, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), vê a MP com bons olhos e acredita que a medida "torna o Brasil mais atrativo e menos complicador" no ambiente empresarial ao passo que facilita a atração de mais investidores para os negócios nacionais.

    "As pessoas não se sentem atraídas a ter um negócio no Brasil, muito pela burocratização existente no país", diz Tobler, em entrevista à Sputnik Brasil.

    A MP traz mudanças que simplificam a abertura de empresas, aumentam a proteção aos investidores minoritários, facilitam comércio exterior de bens e serviços e liberam construções de baixo risco.

    As grandes beneficiadas, segundo Tobler, serão as pequenas empresas. Isso porque as medidas unificam e simplificam impostos, que eram um grande complicador para os pequenos empresários. Além disso, a MP facilidade e desburocratiza o sistema de cobrança e recuperação de crédito.

    "As pequenas empresas, que não têm uma estrutura contábil própria, vão se beneficiar mais. […] As empresas maiores têm uma estrutura maior para se manter, mesmo em circunstâncias não tão favoráveis", avalia Tobler. 
    Jair Bolsonaro assina medida provisória para melhoria do ambiente de negócios no Brasil, em 29 de março de 2021, em Brasília
    Jair Bolsonaro assina medida provisória para melhoria do ambiente de negócios no Brasil, em 29 de março de 2021, em Brasília

    A MP ainda tem outro objetivo: melhorar a posição do Brasil no ranking do Banco Mundial de facilidade para se fazer negócios. De 190 economias do mundo, o Brasil atualmente ocupa a 124ª posição. A medida visa elevar o Brasil de 18 a 20 posições nesta lista.

    "O Brasil tem potencial e economia muito fortes para estar nesta posição atual. As dificuldades no país são a burocracia e a carga tributária muito elevada. A burocracia é muito grande para abertura e fechamento de negócios", afirma Tobler.

    O economista alerta também para a necessidade de realizar mais reformas na mesma linha desta MP para que o ambiente de negócios no Brasil seja menos incerto: "A gente precisa adotar as agendas de andamento da economia brasileira".

    Apesar da turbulência política no governo Bolsonaro – seis ministérios sofreram trocas no comando nesta segunda-feira (29) – as reformas administrativa e tributária continuam vistas como prioridade pelos novos presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Tags:
    Paulo Guedes, Ministério da Economia do Brasil, burocracia, Jair Bolsonaro, Brasil, economia
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