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    COVID-19 no final de março de 2021 no Brasil (116)
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    Uma nova pesquisa realizada no Brasil identificou que o SARS-CoV-2 pode permanecer ativo no organismo por um período superior aos 14 dias geralmente recomendados de isolamento.

    O estudo, conduzido pelo Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (IMT-USP), descreveu casos de pacientes que sentiram sintomas da COVID-19 por mais de 20 dias.

    O grupo coordenado pela professora Maria Cassia Mendes-Correa relata o caso de duas mulheres de aproximadamente 50 anos, moradoras de São Caetano do Sul, na Região Metropolitana de São Paulo.

    A primeira foi atendida pela primeira vez em meados de abril de 2020 com sintomas da doença. À época, ela contou estar há 20 dias com tosse seca, dor de cabeça, fraqueza e dor no corpo e nas articulações.

    Um exame de RT-PCR foi feito 22 dias após o início do quadro da paciente e confirmou a presença do vírus no organismo. Nos dias seguintes, ela ainda apresentou náusea, vômito, perda de olfato e paladar.

    E ainda um segundo teste molecular, feito 37 dias após o início dos sintomas, também teve resultado positivo. A maioria das queixas já havia desaparecido, exceto dor de cabeça e fraqueza, de acordo com a paciente.

    Profissional de saúde saudita recolhe amostra de teste PCR
    © AP Photo / Amr Nabil
    Profissional de saúde saudita recolhe amostra de teste PCR

    Em um segundo caso descrito no estudo, a paciente permaneceu com sintomas durante 35 dias, segundo os pesquisadores. O primeiro teste de RT-PCR foi feito cinco dias após o início dos sintomas e deu positivo.

    Como o problema persistiu, ela fez um segundo teste no 24º dia de sintomas e a presença do vírus foi novamente confirmada. Durante o período em que esteve doente, a paciente sentiu febre, dor de cabeça, tosse, fraqueza, coriza, náusea e dor no corpo e nas articulações.

    Ao todo, os pesquisadores acompanharam mais de 50 pacientes com perfil parecido para estudar o tempo de persistência do vírus no organismo.

    "As análises indicam que o RNA viral permanece detectável por mais tempo na saliva e na secreção nasofaríngea. Em 18% dos voluntários, o teste de RT-PCR nesse tipo de amostra permaneceu positivo por até 50 dias. Entre estes, 6% mantiveram-se transmissores [com o vírus ainda se multiplicando] durante 14 dias", afirmou a coordenadora do estudo, Maria Cassia Mendes-Correa, à Agência FAPESP.

    O estudo ainda passará por revisão de outros cientistas.

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    Tags:
    USP, vírus, SARS-CoV-19, Brasil, pandemia, novo coronavírus, COVID-19
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