00:57 26 Setembro 2021
Ouvir Rádio
    Brasil
    URL curta
    COVID-19 no mundo no final de março de 2021 (98)
    0 10
    Nos siga no

    Segundo projeção da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a proporção de desempregados poderá alcançar seu maior nível em 2021, com taxa de desocupação média de 14,6%.

    O comunicado divulgado nesta segunda-feira (22) pela CNI também sustenta que a recuperação da atividade econômica começará em maio. Porém, os efeitos da retomada no mercado de trabalho devem iniciar somente no início do segundo semestre.

    "A taxa de desocupação deve crescer e registrar um novo recorde no segundo trimestre", afirmou a entidade.

    A publicação afirma que com as pessoas voltando a procurar emprego, a taxa de desocupação média de 2021 será de 14,6%, superior aos 13,5% observados na média de 2020.

    A CNI entende que o aumento de casos da COVID-19 e suas consequências deverão provocar uma queda na atividade econômica e a interrupção das contratações.

    ​Neste sentido, a relação entre a dívida bruta do setor público e o PIB em 2021 deve alcançar o patamar de 91,1%, contra os 89% do PIB no ano passado. Isso significa que o endividamento público deverá subir.

    "A CNI estima que as despesas relacionadas à pandemia fiquem em torno de R$ 84 bilhões em 2021", projetou a entidade.

    Diante das incertezas sobre a evolução da pandemia e quais medidas econômicas serão adotadas, a CNI estimou três possíveis caminhos para o crescimento da atividade brasileira em 2021. O PIB poderá ter alta de 3%, e a indústria crescerá 4,3%.

    A previsão de um PIB com crescimento de 3% neste ano considera que a atividade econômica inicia uma recuperação em maio, depois de uma queda de 7,2% em março e abril.

    Em um cenário pessimista, a CNI considera que o PIB poderá ter um desempenho fraco em 2021, crescendo apenas 0,6%, com uma alta de 1,3% do PIB Industrial.

    Nesse caso, a entidade leva em conta que uma piora significativa da situação sanitária obrigará os entes públicos a endurecer as medidas de distanciamento social. Com isso, projeta-se uma retração de 11,8% da atividade em março e abril.

    Tema:
    COVID-19 no mundo no final de março de 2021 (98)

    Mais:

    Desemprego recorde no Brasil: índice fica em 14,6% no 3º trimestre
    Número de desempregados no Brasil cresceu 35,9% em 6 meses de pandemia da COVID-19
    IBGE: desemprego bate recorde em novembro e isolamento social chega ao menor patamar
    Tags:
    Brasil, economia, desemprego, CNI, PIB, COVID-19
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar