23:54 22 Setembro 2021
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    Os pedidos para investigar presidentes levados à Procuradoria-Geral da República (PGR) bateram recorde no governo de Jair Bolsonaro, com 93 representações registradas desde a posse, em 2019.

    A quantidade supera a soma do que foi apresentado contra os dois últimos presidentes da República. Dilma Rousseff recebeu 36 em seu segundo mandato até o impeachment e Michel Temer foi alvo de 53 pedidos. Os dados foram divulgados pelo jornal Estadão.

    De cada três pedidos de investigação contra Bolsonaro, dois foram apresentados a partir de março do ano passado, quando começou a pandemia de COVID-19.

    O número de pedidos de impeachment protocolados contra o presidente também disparou durante a crise sanitária. Ao todo, já são 74 registros por impedimento.

    Muitos dos pedidos de investigação acusam Bolsonaro de infrações a medidas sanitárias por não usar máscara e também por genocídio. Outros alegam crime de responsabilidade.

    O presidente Jair Bolsonaro e o procurador-geral da República, Augusto Aras, em Brasília, em abril de 2020
    © Folhapress / Pedro Ladeira/Folhapress
    O presidente Jair Bolsonaro e o procurador-geral da República, Augusto Aras, em Brasília, em abril de 2020

    Até agora, o procurador-geral da República, Augusto Aras, já arquivou 82% das representações contra Bolsonaro.

    "As representações à PGR chegam a 300 por mês [contra autoridades, não apenas contra o presidente]. A mera autuação não significa que haja ali indício de crime", disse Aras, por meio de sua assessoria, de acordo com o Estadão.

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    Tags:
    COVID-19, pandemia, investigação, Jair Bolsonaro, Dilma Rousseff, Michel Temer, presidentes, ex-presidentes
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