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    Situação com coronavírus no Brasil em meados de março de 2021 (116)
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    Um novo estudo indicou que o imunizante contra a COVID-19 produzido pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford é capaz de neutralizar a variante brasileira do coronavírus, a P.1.

    A pesquisa encontrou os mesmos resultados positivos para a vacina da Pfizer. A análise preliminar foi feita in vitro e ainda precisa passar pela revisão de outros cientistas. O estudo foi publicado na segunda-feira (15).

    De acordo com os cientistas, o efeito das vacinas tiveram uma pequena perda de neutralização sobre a variante do Amazonas na comparação com as cepas mais comuns. Mesmo assim, a eficácia não ficou comprometida.

    Segundo eles, a situação é similar à observada para a cepa britânica, a B.1.1.7.

    Frascos da vacina AstraZeneca / Oxford contra a COVID-19 são preparados no centro de vacinação instalado na Igreja de São Columba, em Sheffield, norte da Inglaterra, em 20 de fevereiro de 2021
    © AFP 2021 / OLI SCARFF
    Frascos da vacina AstraZeneca / Oxford contra a COVID-19 são preparados no centro de vacinação instalado na Igreja de São Columba, em Sheffield, norte da Inglaterra, em 20 de fevereiro de 2021

    O estudo foi realizado por pesquisadores de Oxford e da Fiocruz Amazônia e coletou amostras de soro de 25 pessoas que receberam a vacina de Oxford/AstraZeneca e de outras 25 que receberam o imunizante da Pfizer.

    Embora o estudo só observe o desempenho do vírus in vitro, os resultados são animadores, segundo os cientistas. Isso porque as análises com humanos no Reino Unido já comprovaram que a pequena perda no nível de anticorpos não prejudicou a eficácia da vacina.

    "Essas duas cepas se comportam de maneira muito semelhante. No caso da variante britânica, a eficácia caiu pouco, de 80% para 75%. Temos que esperar os estudos de efetividade aqui, mas acreditamos que vá ser um índice parecido para a P.1. É um resultado muito positivo", diz Sue Ann Costa Clemens, coordenadora dos centros de pesquisa da vacina de Oxford no Brasil e uma das autoras do estudo.
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    Tags:
    COVID-19, novo coronavírus, pandemia, vacina, vacinação, imunizante, Universidade de Oxford, SARS-CoV-19
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