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    Situação com coronavírus no Brasil em meados de março de 2021 (116)
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    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta sexta-feira (12), o registro do primeiro medicamento contra a COVID-19, o antiviral Remdesivir. A agência também aprovou o uso definitivo da vacina de Oxford.

    O especialista em Regulação e Vigilância Sanitária da agência, Raphael Sanches, explicou que a empresa produtora do Remdesivir entrou com pedido de registro no Brasil em 6 de agosto.

    "Isso [registro do medicamento] é fruto de uma eficácia, segurança e qualidade apresentadas", afirmou Gustavo Mendes, gerente da Anvisa.

    A FDA (Food and Drug Administration, na sigla em inglês), agência que regula medicamentos nos Estados Unidos, liberou o uso do antiviral Remdesivir para casos moderados e graves de COVID-19 em 22 de outubro de 2020.

    O Remdesivir é um medicamento intravenoso que age impedindo a replicação viral.

    Um grande estudo global de medicamentos potenciais para tratar COVID-19, patrocinado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), constatou que quatro antivirais usados no tratamento são ineficazes. Entre eles, estão a hidroxicloroquina e o Remdesivir.

    ​O estudo realizado pela Solidarity Therapeutics Trial analisou dados em mais de 30 países e em 405 hospitais, sendo considerado o maior até o momento com essas drogas.

    O medicamento é utilizado maneira emergencial nos Estados Unidos desde novembro. Por lá, ele é usado em adultos e crianças a partir de 12 anos e pesando mais de 40 quilos, que estejam hospitalizadas, mas só pode ser administrado por via injetável em um centro médico ou meio equivalente.

    Mais uma vacina aprovada

    A agência brasileira também concedeu o registro definitivo à vacina da AstraZeneca/Oxford, o segundo imunizante a obtê-lo no país, escreve o portal G1.

    "A vacina já vinha sendo utilizada pelo uso emergencial no Brasil, mas que agora vai ser registrada aqui na agência com uma etapa de fabricação aqui no Brasil. O que a gente acredita que representa maior autonomia, maior acesso à vacina", disse o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos, Gustavo Mendes.

    Antes, apenas Pfizer havia conseguido este registro. Vale lembrar, porém, que a Pfizer não tem acordo com o governo ou distribuição no Brasil.

    Funcionário da saúde recebe vacina de Oxford contra a COVID-19 em São Paulo
    © AP Photo / Andre Penner
    Funcionário da saúde recebe vacina de Oxford contra a COVID-19 em São Paulo

    Tema:
    Situação com coronavírus no Brasil em meados de março de 2021 (116)

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    Tags:
    Universidade de Oxford, vacinação, vacina, remédio, Brasil, COVID-19
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