04:49 28 Setembro 2021
Ouvir Rádio
    Brasil
    URL curta
    0 30
    Nos siga no

    O ministro das Comunicações, Fábio Faria, disse nesta terça-feira (9) que o 5G Standalone, conhecido como 5G puro, estará disponível em 20 pontos no Brasil neste ano e em todas as capitais até julho de 2022.

    Faria participou de uma audiência pública sobre o tema durante a 6ª reunião do grupo de trabalho da Câmara dos Deputados que trata da implantação da tecnologia 5G no Brasil, segundo publicou a Agência Brasil.

    ​Para discutir o tema, a Sputnik Brasil conversou com Carlos Alberto Malcher, engenheiro de telecomunicações e professor da Faculdade de Engenharia da Universidade Federal Fluminense (UFF).

    O especialista começou explicando que em relação ao prazo para a implantação do 5G, há um cronograma que foi divulgado pela Anatel. Segundo ele, é tecnicamente possível a implantação no prazo citado pelo ministro, porém é uma tarefa bastante desafiadora.

    "Nós sabemos que todo esse processo de licitação, de implantação, ele passa por várias etapas e inclusive podem haver recursos que os licitantes podem interpor se não estiverem satisfeitos com o resultado. Existem várias regulamentações que têm que ser atendidas, várias autorizações, então eu considero um desafio sim implantar o 5G nesse prazo, em todas essas capitais. Agora do ponto de vista técnico é possível, não há impedimento", disse o engenheiro.

    Tempo que a empresa vencedora precisa para ativar o 5G

    O tempo de implantação vai depender de vários fatores, continuou o especialista, porque não é simplesmente pegar um equipamento e colocar para funcionar como se você comprasse um automóvel e tirasse da concessionária.

    "É preciso analisar questões de interferência, existem usos para a frequência que vai ser utilizada e inicialmente já há alguns locais que usam essa frequência para outras aplicações. Então para que essa tecnologia funcione de forma adequada tem que ser feito um conjunto de trabalhos; em relação à implantação dessa infraestrutura leva-se um certo tempo para fazer isso, não é de imediato", declarou Malcher.

    Segundo o engenheiro, o 5G Standalone pode ser inicialmente implantada usando parcialmente a infraestrutura do 4G. Isso tem vantagens do ponto de vista de se ter usuários mais cedo, de se conseguir ter uma rede de clientes mais rapidamente, mas também traz limitações. A tecnologia 5G Standalone é quando não se usa nada do 4G, só se tem os equipamentos 5G funcionando sozinhos, de forma independente das outras tecnologias que já estão funcionando.

    Smartphone conectado a um carregador
    © Foto / Pixabay / StockNap
    Smartphone conectado a um carregador

    Governo analisou tecnologia 6G

    O ministro Fábio Faria respondeu em sua reunião com os deputados que durante uma missão brasileira que conheceu na Finlândia, na Suécia, no Japão e na China uma grande diversidade de aplicações práticas do 5G e chegou a conhecer também o chamado 6G.

    Com relação à tecnologia 6G, Malcher explicou que ela ainda é uma coisa que mal saiu do papel, quer dizer, estão sendo feitos testes preliminares. Quando uma tecnologia está funcionando na realidade já se está pensando em outras. Ela vai usar frequências muito mais altas e ter possibilidades muito mais fortes e eficazes do que o 5G, mas ainda está no campo da pesquisa.

    "Não se tem nenhuma certeza de como vai ser essa tecnologia e até mesmo as aplicações para ela, as aplicações comercialmente viáveis. Ainda é uma especulação, não há como prever nada, ainda não tem nada definido. Já há pesquisas, alguns trabalhos, mas nada padronizado", finalizou o engenheiro.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

    Mais:

    Chegada do 5G ao Brasil pode ser adiada por crise multifacetada no país, avalia professor
    Anatel aprova edital para leilão do 5G no Brasil e autoriza participação da Huawei
    Huawei participa do leilão 5G no Brasil, mas é excluída da rede exclusiva de comunicação do governo
    Tags:
    Brasil, tecnologia, governo, tecnologia 5G, Telecomunicações, leilão
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar