00:02 19 Abril 2021
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    A deputada Bia Kicis (PSL-DF) foi eleita formalmente, por 41 votos a favor e 19 em branco, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), uma das mais importantes da Câmara. 

    A votação ocorreu nesta quarta-feira (10) em uma sessão tumultuada e remota, na qual a oposição tentou lançar um nome alternativo.

    No dia anterior, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), costurou acordo com líderes partidários para definir o comando das comissões da Câmara. Segundo o combinado, Aécio Neves (PSDB-MG) vai assumir a Comissão de Relações Exteriores. 

    Após ser confirmada como presidente da CCJ, Kicis ressaltou que será a "primeira mulher" à frente do colegiado. 

    "Quero eternizar neste momento os valores como paciência, serenidade e fé. Valores que cresceram em mim ao longo da vida e cresceram desde que o meu nome foi divulgado como candidata do PSL à presidência da CCJ", discursou Kicis, segundo o jornal O Globo. 

    Atos antidemocráticos

    A deputada é conhecida por ser uma ferrenha defensora do presidente Jair Bolsonaro. Ela é investigada em inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que apura a realização de atos antidemocráticos no Brasil.

    A deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) tentou apresentar candidatura para a CCJ nesta quarta-feira (10), que acabou sendo indeferida pelo deputado Mauro Lopes (MDB-MG), que estava na presidência da sessão. Ele justificou afirmando que o acordo dos líderes deveria ser respeitado.

    Na reunião do dia anterior, Lira tinha ameaçado retaliar qualquer partido que tentasse manobrar para vetar o nome de Bia Kicis. 

    Melchionna, por sua vez, apontou a participação da parlamentar em atos antidemocráticos e o fato dela ser investigada pelo STF.

    "O PSOL não faz parte do acordo. Não temos como apoiar uma extremista que é investigada no STF", disse a parlamentar. "Quem comete inúmeros crimes não pode ser presidente da CCJ da Casa", acrescentou.

    Presidente 'serena' e 'democrática'

    Bia Kicis negou a participação em atos que pediam o fechamento do STF e intervenção militar. Ela disse que seria uma presidente "serena" e "democrática".

    "Desde o início da minha peregrinação por todos os líderes, parlamentares, deixei claro que, se honrada fosse com a confiança dos meus pares, eu seria como de fato serei uma presidente da CCJ serena, democrática, inclusiva e firme", declarou.

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    Tags:
    Câmara dos Deputados, intervenção militar, STF, CCJ, Arthur Lira, Jair Bolsonaro
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