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    O governador de São Paulo, que já demonstrou que pretende concorrer às eleições presidenciais em 2022, acredita que polarização favorece Lula e Bolsonaro.

    O governador de São Paulo, João Doria, admitiu, nesta terça-feira (9), que o cenário eleitoral para 2022 passa a ter nova configuração após a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de anular todas as condenações do ex-presidente Lula na Lava Jato.

    Fachin determinou que a 13ª Vara Federal de Curitiba, cujo titular era o ex-juiz federal Sergio Moro, não tinha competência para julgar as investigações contra o ex-presidente e enviou todos os processos para Brasília. Com isso, Lula recuperou seus direitos políticos e volta a ser elegível.

    "A medida do Supremo traz um impacto muito grande no mundo da política, mas é preciso saber se o presidente Lula tem disposição. Se ele confirmar que será candidato em 2022, então o cenário político para a sucessão presidencial muda", disse Doria em entrevista ao Estadão.
    Ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, vota durante eleições municipais em São Bernardo do Campo (SP), 15 de novembro de 2020 (foto de arquivo)
    © REUTERS / Amanda Perobelli
    Ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, vota durante eleições municipais em São Bernardo do Campo (SP), 15 de novembro de 2020 (foto de arquivo)

    Para o tucano, apesar do potencial de votos do atual presidente Jair Bolsonaro e de Lula, que governou o Brasil de 2003 a 2010, outros candidatos continuarão com chances de se eleger se "tiverem juízo".

    O governador, que já demonstrou diversas vezes o desejo de concorrer ao cargo máximo da República em 2022, acredita que outras forças precisarão ter "capacidade de dialogar, formular um programa econômico e social para o Brasil e escolher um candidato que seja competitivo para disputar a eleição".

    O tucano afirmou ainda que a polarização entre Lula e Bolsonaro "favorece os extremistas que destroem o País".

    "Já destruíram uma vez e estão completando o serviço com Bolsonaro. Portanto vejo como um impacto positivo para o centro democrático estar unido na defesa de um programa de governo que salve o Brasil dos extremistas", declarou.

    O governador paulista não descarta ainda a possibilidade de o PSDB apoiar outro nome na disputa presidencial do ano que vem.

    "Nada deve ser excluído. Uma aliança pelo Brasil não pode estabelecer prerrogativas de nomes", disse.

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    Tags:
    João Doria, Luiz Inácio Lula da Silva, Jair Bolsonaro, eleições, presidência, Brasil, Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin
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