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    A Procuradoria-Geral da República (PGR) deve recorrer da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, de anular as condenações do ex-presidente Lula na Lava Jato.

    Nesta segunda-feira (8), Fachin decidiu pela anulação das condenações de Lula no âmbito da Operação Lava Jato. A decisão de Fachin devolve a Lula os direitos políticos e o ex-presidente poderá se candidatar nas eleições de 2022.

    Conforme publicou o portal G1, a PGR deve entrar com recurso contra a decisão de Fachin assim que o órgão for notificado oficialmente. Quem analisa o caso é a subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo.

    O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) comentou a decisão de Fachin no final da tarde desta segunda-feira (8) em conversa com repórteres em Brasília afirmando que o mercado reagiu mal à anulação das condenações de Lula na Lava Jato e que o PT teve governos desastrosos.

    Em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro (à esquerda) gesticula ao lado do então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro (à direita),  durante cerimônia de divulgação do pacote anticrime, em 3 de outubro de 2019
    © Folhapress / Pedro Ladeira
    Em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro (à esquerda) gesticula ao lado do então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro (à direita), durante cerimônia de divulgação do "pacote anticrime", em 3 de outubro de 2019

    Já o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), reagiu à decisão do ministro do STF com críticas ao ex-juiz e ex-ministro do governo Bolsonaro, Sergio Moro, dizendo que Lula "pode até merecer" a anulação, mas "Moro, jamais". A decisão de Fachin supostamente retira o objeto das ações de suspeição contra o ex-juiz, mas o julgamento sobre a questão no STF ainda pode acontecer.

    A decisão de Fachin anula todos os processos que envolvem o ex-presidente Lula na Lava Jato: os casos do tríplex do Guarujá, do sítio de Atibaia e também das doações ao Instituto Lula. Esses processos agora serão analisados pela Justiça Federal do Distrito Federal, que, por ora, deve reavaliar a validade das provas.

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    Sergio Moro, Luiz Inácio Lula da Silva, Augusto Aras, STF, PGR
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