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    A caderneta de poupança no Brasil registrou saída líquida de R$ 5,82 bilhões em fevereiro de 2020.

    Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (4) pelo Banco Central (BC), e este foi o maior valor retirado para o mês desde 2016.

    O valor (R$ 5,82 bilhões) confirmado pela entidade representa a diferença entre os R$ 245,66 bilhões em resgates contra R$ 239,82 bilhões em depósitos.

    A saída de recursos foi registrada após a poupança fechar 2020 com entrada líquida de R$ 166 bilhões, recorde da série histórica do BC, iniciada em 1995.

    Em contrapartida, janeiro teve a maior saída líquida de recursos desde 1995. Os poupadores resgataram R$ 18,153 bilhões no mês. No primeiro bimestre do ano, a caderneta teve resgate líquido da ordem de R$ 24 bilhões, outro recorde para a série histórica do BC.

    Os depósitos no ano passado foram potencializados pelo pagamento do auxílio emergencial. Com o fim do benefício, os brasileiros resgataram parte do dinheiro da caderneta, explicou o Banco Central em comunicado divulgado pela Agência Brasil.

    Tradicionalmente, o primeiro bimestre do ano é marcado por retiradas expressivas de recursos da caderneta de poupança. O pagamento de impostos e despesas como material escolar e parcelamentos das compras de Natal impactam nas contas dos brasileiros no início de cada ano.

    Ademais, vale lembrar que a poupança rende 1,4% ao ano. Na prática, ela rende menos do que a inflação.

    Presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, durante cerimônia no Palácio do Planalto em Brasília, 24 de fevereiro de 2021
    © REUTERS / Ueslei Marcelino
    Presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, durante cerimônia no Palácio do Planalto em Brasília, 24 de fevereiro de 2021

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    Tags:
    Selic, mercado financeiro, Paulo Guedes, economia, Banco Central, poupança, Brasil, economia, dinheiro
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