02:08 01 Agosto 2021
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    Coronavírus no Brasil no início de março de 2021 (92)
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    O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) disse nesta terça-feira (2) que "não adianta" implementar um isolamento nacional para frear avanço da segunda onda da COVID-19 no Brasil. 

    Segundo Mourão, a realidade de cada local deve ser avaliada no momento de decretar um possível lockdown. Na segunda-feira (1º), secretários de Saúde de todo o país pediram medidas mais rígidas de confinamento e toque de recolher.

    "São cinco países diferentes em um só. Não adianta querer impor algo nacional. Como é que você vai fazer isso para valer? A imposição? Nós não somos ditadura", afirmou Mourão, segundo publicado pelo portal UOL. 

    Ao mesmo tempo, ele defendeu "uma campanha, em todos os níveis, de conscientização da população" sobre práticas para ajudar a conter o coronavírus. 

    O vice-presidente não explicou quais seriam essas medidas. O país vive um aumento de casos e mortes pela COVID-19 em 2021. Diversas cidades brasileiras estão com hospitais lotados e até filas de espera para UTIs. 

    'A população cansou'

    Sobre uma possível campanha de governos federais e estaduais para conscientizar a população, Mourão respondeu que a população cansou de ficar em casa e que os brasileiros gostam de ficar na rua.

    "A população cansou. Quando teve primeira onda, mais leve, mas com casos que levaram a óbito, o pessoal ficou trancado em casa. De uma hora para outra, abre. E, aí, para voltar de novo, é complicado. Nosso povo gosta de estar na rua", opinou. 

    Em relação à vacinação, que segue em ritmo lento no país, Mourão disse que é preciso melhorar o funcionamento do transporte urbano para acelerar a imunização. 

    "Acho que tinha que ter uma atitude em relação ao transporte urbano. Nenhum gestor se preocupou muito com isso aí. E a gente conseguir acelerar as vacinas. Acelerando as vacinas, a coisa anda de forma boa", afirmou o vice-presidente.

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    lockdown, saúde, Brasil, vice-presidente, Antonio Hamilton Mourão, COVID-19, pandemia, novo coronavírus
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