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    Quase uma semana após o anúncio de Jair Bolsonaro sobre a troca no comando da Petrobras na semana passada, o presidente da petroleira defendeu a política de preços dos combustíveis, motivo de sua demissão.

    Ainda presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco se manifestou pela primeira vez, nesta quinta-feira (25), após a intervenção de Jair Bolsonaro na petroleira. Ao apresentar a analistas do mercado os resultados da estatal no quarto trimestre de 2020, ele afirmou que não há exagero nos preços dos combustíveis no Brasil, apesar de os impostos serem altos.

    "Falo isso baseado em estatísticas com preços de 160 países. A média dos preços do país está abaixo da média global. Mesmo se corrigirmos pela renda per capita, os preços ficam ligeiramente abaixo da média global. Petróleo é commodity cobrada em dólar, não tem como fugir. Se o Brasil quer ser uma economia de mercado, tem de ter preços de mercado", disse, conforme publicado pelo jornal Estadão.

    A troca no comando da Petrobras foi anunciada na última sexta-feira (19) pelo presidente brasileiro Jair Bolsonaro. Castello Branco dará lugar ao general Joaquim Silva e Luna no cargo, em meio a críticas à atual política de preços dos combustíveis, que seguem a cotação internacional do petróleo. A substituição, porém, só deverá ocorrer daqui a pelo menos um mês, após a deliberação dos acionistas da petroleira e a resolução de outros entraves burocráticos.

    "A Petrobras de hoje é melhor do que era um ano atrás. Nosso compromisso foi terminar (a crise) melhor do que começamos", afirmou Castello Branco.
    Presidente Jair Bolsonaro participa de cerimônia no Palácio do Planalto
    © AP Photo / Eraldo Peres
    Presidente Jair Bolsonaro participa de cerimônia no Palácio do Planalto

    Os números da Petrobras de 2020, divulgados na quarta-feira (24), mostram que a empresa teve lucro líquido de R$ 59,9 bilhões no últimos três meses do ano, uma alta de 635% ante igual período de 2019, resultado muito acima do esperado por analistas e o maior para um trimestre desde 2008.

    No acumulado do ano, devido à crise econômica impulsionada pela pandemia, a empresa teve lucro de apenas R$ 7,1 bilhões.

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    Tags:
    economia, Roberto Castello Branco, Jair Bolsonaro, gasolina, preços, combustível, estatal, petroleira, Petrobras
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