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    COVID-19 no Brasil no final de fevereiro de 2021 (64)
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    A médica infectologista Ceuci Nunes, diretora-geral do hospital do Instituto Couto Maia, conta que situação da paciente é estável e explica que apenas uma dose da vacina CoronaVac não garante a imunização.

    A primeira pessoa a ser vacinada contra a COVID-19 na Bahia contraiu a doença antes de receber a segunda dose do imunizante, no caso a CoronaVac. A enfermeira Maria Angélica de Carvalho Sobrinho, de 53 anos, está internada no Instituto Couto Maia, em Salvador, e tem quadro clínico considerado estável, conforme publicou o portal G1 nesta terça-feira (23).

    "Ela ia tomar a segunda dose no dia 16 e, entre 12 e 13, começou a sentir um mal-estar. Ela está bem, está usando pouco oxigênio, mas quando se movimenta fica um pouquinho desconfortável, por isso ela está sendo mantida ainda no hospital", contou a médica infectologista Ceuci Nunes, diretora-geral do hospital, que é referência em tratamento de doenças infectocontagiosas no Brasil.

    A médica explica que apenas a primeira dose da vacina não garante a imunização. Para a vacinação atingir a eficácia máxima, é preciso receber as duas doses e aguardar o período que o organismo leva para produzir os anticorpos do imunizante.

    "Não é à toa que a vacina são duas doses. [Para] todas as vacinas, até o momento, a exigência é de duas doses. Exatamente porque na segunda dose se faz um reforço, aumenta a proteção. Claro que algumas pessoas já vão ter a proteção após a primeira dose, mas essa proteção pode não ser suficiente e a segunda dose é necessária", ressaltou.
    Em São Paulo, uma dose da vacina contra a COVID-19, Coronavac, é exibida em 30 de setembro de 2020
    © Folhapress / Bruno Escolástico
    Em São Paulo, uma dose da vacina contra a COVID-19, Coronavac, é exibida em 30 de setembro de 2020

    Desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, a CoronaVac está sendo fabricada no Brasil pelo Instituto Butantan. O imunizante tem eficácia geral de 50,38%.

    Porém, na prática, além de reduzir praticamente pela metade a possibilidade de contaminação, a CoronaVac evita 78% dos casos leves que exigem algum tipo de cuidado médico. Ou seja, nesse caso, a pessoa fica assintomática, de acordo com as análises publicadas.

    Além disso, nenhum dos vacinados ficou em estado grave, foi internado ou morreu nos testes realizados com a CoronaVac.

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    COVID-19 no Brasil no final de fevereiro de 2021 (64)

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    Tags:
    Bahia, imunizante, imunização, Vacina CoronaVac, vacinação, vacina, pandemia, novo coronavírus, COVID-19
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