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    COVID-19 no Brasil no final de fevereiro de 2021 (48)
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    O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, contestou medidas de restrição para o combate à COVID-19 em discurso feito de forma virtual na abertura da 46ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, nesta segunda-feira (22).

    O chanceler brasileiro afirmou que as "liberdades fundamentais são ameaçadas por desafios crescentes" e disse que a crise sanitária provocada pela pandemia da COVID-19 contribui para essa tendência. As informações foram publicadas pelo jornal O Globo.

    "Sociedades inteiras estão se habituando à ideia de que é preciso sacrificar a liberdade em nome da saúde. Não critico as medidas de lockdown ou semelhantes que tantos países aplicam. Mas não se pode aceitar um lockdown do espírito humano, que depende fundamentalmente da liberdade e dos direitos humanos para exercer a sua plenitude", disse.

    Araújo disse ainda que há uma "maré crescente de controle da Internet por diferentes atores, movidos por objetivos econômicos ou ideológicos, que precisa ser detida".

    "O grande desafio de hoje é aquilo que chamo de 'tecnototalitarismo'; do bloqueio de plataforma e sites até o controle de conteúdo e informações, das medidas judiciais e leis que criminalizam atividades on-line até o emprego abusivo equivocado de algoritmos", afirmou.

    Damares reafirma posição do governo Bolsonaro contra o aborto

    A ministrada Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, também discursou durante o evento. Ela destacou a prioridade concedida a grupos vulneráveis na campanha de vacinação do governo federal contra a COVID-19.

    "Continuaremos a trabalhar com esse conselho na promoção de direitos humanos para todos", disse, citada pelo portal do governo federal.

    Ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, durante coletiva sobre a COVID-19
    © Folhapress / Wallace Martins / Futura Press
    Ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, durante coletiva sobre a COVID-19

    Damares também aproveitou o espaço para se posicionar contra o aborto.

    "O Brasil continua firme na defesa da democracia, da liberdade, da família e da vida a partir da concepção", completou.
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    Tags:
    aborto, pandemia, Conselho de Direitos Humanos da ONU, direitos humanos, Organização das Nações Unidas, Damares Alves, Ernesto Araújo, COVID-19
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