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    COVID-19 no Brasil no final de fevereiro de 2021 (64)
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    O Ministério da Educação (MEC) gastou R$ 48,2 bilhões na educação básica no ano passado. O valor é 10,2% menor do que em 2019 e o menor desde 2010.

    Apesar de ter declarado que a educação básica seria uma prioridade em seu governo, o presidente Jair Bolsonaro terminou o ano de 2020 com o menor gasto do MEC neste segmento na década.

    O levantamento aparece em relatório de acompanhamento da execução orçamentária da pasta realizado pelo Movimento Todos Pela Educação. Segundo a entidade, o MEC encerrou o exercício de 2020 com a menor dotação desde 2011, de R$ 143,3 bilhões.

    "Em plena pandemia, com milhões de alunos sem poder frequentar as escolas e diante da queda expressiva das receitas vinculadas à educação, o MEC se mostrou ausente e incapaz de exercer sua função de apoio técnico e financeiro às redes de ensino", diz o documento.

    Enquanto Bolsonaro investiu, no acumulado de 2019 e 2020, R$ 7,2 bilhões, o investimento foi de R$ 13,5 bilhões no mesmo período do governo anterior, de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB).

    Foram R$ 6,3 bilhões a menos nos investimentos, que são gastos direcionados à expansão da oferta de políticas públicas, como compra de equipamentos, insumos para laboratórios e obras. Não entraram na conta salários e custeio, esta última também em queda.

    A única ação federal efetiva relacionada à COVID-19 para as escolas de educação básica foi o remanejamento de R$ 672 milhões para um programa que transfere dinheiro às unidades educacionais, o chamado PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola).

    Em 2020, o governo retirou R$ 1,4 bilhão do MEC para financiar obras federais gerenciadas por outras pastas.

    Protesto de estudantes contra os cortes na educação, na Esplanada dos Ministérios
    © Folhapress / Pedro Ladeira/Folhapress
    Protesto de estudantes contra os cortes na educação na Esplanada dos Ministérios em maio de 2019

    Tema:
    COVID-19 no Brasil no final de fevereiro de 2021 (64)

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    Tags:
    Jair Bolsonaro, Brasil, Ministério da Educação, educação, COVID-19, MEC
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