08:37 21 Junho 2021
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    Nesta sexta-feira (19), o presidente brasileiro Jair Bolsonaro anunciou a demissão do presidente da Petrobras Roberto Castello Branco e a indicação do general Joaquim Silva e Luna para o cargo.

    O anúncio da indicação foi feito pelo presidente por meio de suas redes sociais em nota atribuída ao Ministério de Minas e Energia.

    O general  Joaquim Silva e Luna, indicado para comandar a Petrobras, é o atual diretor da usina binacional de Itaipu e foi ministro da Defesa durante o governo do ex-presidente Michel Temer. Uma vez confirmada a indicação, Luna e Silva se tornará o primeiro militar a assumir a liderança da Petrobras desde 1988. O atual presidente da petrolífera, Roberto Castello Branco, também foi indicado por Bolsonaro, ainda em 2018.

    A confirmação da substituição precisa ainda do aval do Conselho de Administração da Petrobras, que tem reunião ordinária prevista para a próxima terça-feira (23). O órgão administrativo tem 11 membros, dos quais sete são indicações da União, três são de acionistas minoritários e um é indicado pelos trabalhadores da Petrobras.

    Logotipo da Petrobras no Aeroporto internacional de Cabo Frio, Rio de Janeiro, Brasil
    © Folhapress / Daniel Marenco
    Logotipo da Petrobras no Aeroporto internacional de Cabo Frio, Rio de Janeiro, Brasil

    Diante de recentes altas consecutivas nos preços dos combustíveis, Bolsonaro tem demonstrado insatisfação com a direção da empresa. Na quinta-feira (18), o presidente brasileiro já havia ameaçado realizar intervenções da petrolífera e zerar os impostos dos combustíveis e do gás de cozinha. Após as ameaças, as ações da Petrobras registraram queda.

    Petroleiros dizem que troca só adianta se política de preços for alterada

    Em nota enviada à Sputnik Brasil pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), a entidade afirma que a mudança na direção da empresa gera dúvidas, mas pode ser uma chance de retomada do papel da Petrobras como motor de desenvolvimento do país, desde que a política de preços seja alterada.

    "De nada adianta a mudança na cadeira, se não houver mudança na política de preços desastrosa", disse o presidente da FUP, Deyvid Bacelar, em nota.

    A entidade também classifica a gestão de Roberto Castello Branco como desastrosa, criticando a manutenção da política de preços atrelada ao mercado internacional e a venda de ativos da empresa, sendo a mais recente a da refinaria Landulpho Alves, na Bahia. Segundo a entidade, a refinaria foi vendida muito abaixo de seu valor de mercado e lamenta a pressa do negócio em meio a um momento de pandemia e crise econômica.

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    Tags:
    Itaipu, Joaquim Silva e Luna, Jair Bolsonaro, Petrobras
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