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    Brasil e COVID-19 em meados de fevereiro de 2021 (80)
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    Três cidades do estado tiveram relatos de falsa vacinação. Se for comprovada a fraude, o funcionário público poderá ser enquadrado no crime de peculato, que tem penas de até 12 anos de prisão.

    A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu uma investigação para apurar possíveis falsas aplicações de vacinas contra a COVID-19 em diferentes cidades do estado. Os relatos e as imagens que repercutiram nas redes sociais vinham da capital, de Niterói e de Petrópolis.

    As suspeitas ocorreram durante a vacinação de idosos. Há um caso em que, pela imagem, o profissional de Saúde não parece apertar o êmbolo da seringa.

    "Se as investigações confirmarem que houve desvio de dose, ou qualquer outra irregularidade, o profissional de Saúde poderá ser autuado pelo crime de peculato, que tem penas que podem chegar até a 12 anos de reclusão", disse a Polícia Civil em nota, conforme publicou o jornal Estadão.
     Vacinação de idosos contra COVID-19 no Rio de Janeiro, 5 de fevereiro de 2021
    © REUTERS / Pilar Olivares
    Vacinação de idosos contra COVID-19 no Rio de Janeiro, 5 de fevereiro de 2021

    O crime de peculato se configura quando o funcionário público se apropria de "dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio."

    Um exemplo comum na política é a chamada "rachadinha". Nesse caso, um deputado, por exemplo, recebe dinheiro desviado de seus assessores.

    Outros estados também já tiveram denúncias de fraudes no processo de vacinação. As secretarias de Saúde de Goiânia, em Goiás, Maceió, em Alagoas, e Manaus, no Amazonas, revisaram alguns procedimentos para evitar falhas na aplicação de doses da vacina, informou o Estadão.

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    Brasil e COVID-19 em meados de fevereiro de 2021 (80)

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    Tags:
    Rio de Janeiro, Polícia Civil, peculato, vacinação, vacina, pandemia, novo coronavírus, COVID-19
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