02:02 06 Maio 2021
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    Embaixadores europeus afirmaram nesta quarta-feira (10) que o acordo de livre comércio entre a União Européia (UE) e o Mercosul não será assinado se o Brasil não tomar atitudes concretas para reduzir o desmatamento na Amazônia.

    Ignacio Ybañez, embaixador da União Europeia no Brasil, disse a repórteres que a ratificação do acordo, negociado ao longo de duas décadas, depende das decisões do governo Bolsonaro.

    "Precisamos de fatos. Se não houver avanços, não será possível assinar este acordo. Continuaremos demandando do Brasil, até que haja resultados concretos. O Brasil sabe o que precisa ser feito", disse Ybañez, segundo a Reuters.

    Luís Faro Ramos, embaixador de Portugal em Brasília, espera que a parceria estratégica e os laços históricos e culturais entre Brasil e Portugal possam ajudar a influenciar o governo brasileiro a assumir os compromissos.

    "O Brasil tem de explicar de forma concreta o que vai fazer", disse Ramos.
    Presidente francês Emmanuel Macron ao lado do mandatário brasileiro Jair Bolsonaro durante a cúpula do G20, no Japão, no dia 28 de junho de 2019
    © AFP 2021 / Jacques Witt / Pool
    Presidente francês Emmanuel Macron ao lado do mandatário brasileiro Jair Bolsonaro durante a cúpula do G20, no Japão, em 2019

    Em um avanço contra o protecionismo, a UE concordou em junho de 2019 em criar um acordo de livre comércio com o bloco sul-americano. No entanto, a França e o Parlamento Europeu desde então lideraram a oposição contra o tratado, alegando que o Mercosul deveria fazer mais para cumprir seus compromissos climáticos sob o Acordo de Paris e que o Brasil está falhando no combate ao desmatamento na Amazônia.

    O governo brasileiro rejeita as críticas de que não está fazendo o suficiente para conter o desmatamento na Amazônia, e argumenta que a pressão da UE sobre o Brasil advém de interesses protecionistas.

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    Tags:
    Acordo de Livre Comércio entre União Europeia e Mercosul, Ignacio Ybáñez, União Europeia, Mercosul, Jair Bolsonaro, Brasil
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