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    Um ano após polêmica com uso de jato da Força Aérea Brasileira, José Vicente Santini é nomeado secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República e pode voltar a trabalhar com Onyx Lorenzoni, que deve assumir a pasta.

    José Vicente Santini foi nomeado, nesta segunda-feira (8), secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República, conforme publicado no Diário Oficial da União. Em janeiro de 2020, ele foi exonerado do cargo de secretário-executivo da Casa Civil após usar um jato da FAB (Força Aérea Brasileira) para uma viagem à Índia.

    Santini deve voltar a trabalhar com Onyx Lorenzoni (DEM-RS). O atual ministro da Cidadania está próximo de assumir a titularidade da pasta, segundo declarações recentes do presidente Jair Bolsonaro, que prepara uma reforma ministerial.

    Onyx foi chefe de Santini à época da exoneração, quando era ministro da Casa Civil. De acordo com a Folha de S.Paulo, o retorno do auxiliar não foi uma decisão de Onyx, e sim do próprio Bolsonaro.

    Ainda conforme o jornal, Santini é amigo da família Bolsonaro e chegou ao governo com apoio dos filhos do presidente.

    Ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, no dia 4 de fevereiro de 2021
    © Folhapress / Eduardo Valente/iShoot
    Ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, no dia 4 de fevereiro de 2021

    A viagem com jato da FAB

    No dia 25 de janeiro de 2020, o então secretário-executivo da Casa Civil usou um jato da FAB com apenas três passageiros para voar da Suíça, onde participava do Fórum Econômico Mundial, para a Índia, onde Bolsonaro cumpria agenda oficial. À época, o presidente condenou a atitude.

    "Inadmissível o que aconteceu. Já está destituído da função de executivo do Onyx. Destituído por mim. Vou conversar com Onyx para decidir quais outras medidas podem ser tomadas contra ele. É inadmissível o que aconteceu, ponto final", afirmou Bolsonaro na ocasião.

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    Tags:
    Fórum Econômico Mundial, Força Aérea Brasileira (FAB), Casa Civil, Secretaria-Geral da Presidência da República, Presidência da República, Jair Bolsonaro, Onyx Lorenzoni
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